Uma operação do Ministério Público do Ceará prendeu, nesta terça-feira (30), 11 advogados suspeitos de integrar uma rede usada para transmitir ordens de chefes de facções criminosas presos a integrantes das organizações em liberdade.
Segundo a investigação, os profissionais atuavam como intermediários entre lideranças encarceradas e criminosos fora do sistema prisional, repassando mensagens que ajudavam a manter a estrutura das facções. Uma advogada que mora em São Paulo é considerada foragida.
Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.
A reportagem procurou a OAB- CE (Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará), por volta das 14h30 por email, para comentar a operação e informar se pretende adotar medidas disciplinares em relação aos advogados investigados, mas não havia obtido resposta até a publicação deste texto.
De acordo com o Ministério Público, alguns advogados extrapolavam o exercício da profissão e funcionavam como mensageiros dos grupos criminosos durante visitas a detentos na Unidade Prisional de Segurança Máxima do Ceará. As mensagens incluíam ordens e orientações destinadas a familiares, outros presos e integrantes das facções em liberdade.










