O voto feminino é, cada vez mais, um filão importantíssimo nas eleições. E, um pouco por todo o mundo, as mulheres estão a votar mais à esquerda do que os homens. Mas, no Brasil, um dos grandes trunfos eleitorais, a conservadora Michelle Bolsonaro, veio baralhar a corrida.
Na última década, a tendência fica cada vez mais clara: há uma clivagem grande entre o voto feminino e o voto masculino. Enquanto elas tendem a ser mais progressistas e a votar mais à esquerda, eles são mais conservadores e votam mais à direita.
É assim no Brasil e em Portugal, mas também, por exemplo, nos Estados Unidos, no Reino Unido ou na Alemanha.
É fácil de perceber porque é que isso acontece: muitos destes partidos da direita e da ultradireita são contra o aborto e defendem papéis de género antiquados, privilegiando a imagem da mãe de família e da senhora "bela, recatada e do lar".
Uma identidade redutora que as mulheres emancipadas, sobretudo as mais jovens, rejeitam.














