Manifestantes envoltos em bandeiras e empunhando bastões de madeira se reuniram em diversas partes da África do Sul nesta terça-feira (30) para marchas anti-imigrantes, algumas das quais tiveram breves surtos de violência sob forte vigilância policial, enquanto lojas permaneciam fechadas e trabalhadores estrangeiros ficavam em casa.

Milhares de cidadãos estrangeiros de outros países africanos já haviam fugido do país antes do "prazo final" de terça-feira estabelecido pelos manifestantes para que todos os imigrantes em situação ilegal deixassem o território.

Em partes da principal cidade comercial, Johannesburgo, e da cidade portuária de Durban, centenas de manifestantes marcharam envoltos em bandeiras sul-africanas e carregando bastões de madeira, observados pela polícia com veículos blindados e helicópteros de apoio.

"As pessoas não estão trabalhando, os empregos estão sendo tomados por estrangeiros ilegais. Não é justo", disse Silindile Xaba, 31, parte de um grupo de mulheres entoando falas xenófobas no centro de Durban.

Os imigrantes interpretaram o prazo como uma ameaça física, e havia sinais esparsos de violência até o meio-dia no horário local, embora as marchas tenham sido majoritariamente pacíficas. A polícia disse ter prendido alguns saqueadores, sem fornecer mais detalhes.