Parte dos detidos eram imigrantes em situação irregular, presos por violar as leis de imigração; outros foram detidos por violência em via pública, por abrigar imigrantes ilegais e por roubo Manifestantes anti-imigração marcham no dia do prazo não oficial estabelecido por grupos anti-imigração para que todos os imigrantes indocumentados deixem o país, em Durban, África do Sul , 30 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Rogan Ward A polícia da África do Sul informou que mais de 900 pessoas foram presas na terça-feira, quando protestos contra imigrantes ocorreram em todo o país. As manifestações foram, em sua maioria, pacíficas, mas em alguns momentos terminaram em episódios de violência e saques. Tebello Mosikili, vice-comissário nacional da polícia sul-africana, disse em entrevista coletiva que, das 120 manifestações realizadas na terça-feira, 108 transcorreram de forma pacífica, enquanto 12 exigiram intervenção das forças de segurança devido a distúrbios. Parte dos detidos eram imigrantes em situação irregular, presos por violar as leis de imigração. Outros foram detidos por violência em via pública, por abrigar imigrantes ilegais e por roubo. Mosikili afirmou que reforços policiais foram enviados durante a noite para cinco das nove províncias do país em resposta a episódios isolados de saques e outras atividades criminosas. Soldados também foram mobilizados para o bairro de Hillbrow, em Joanesburgo, para apoiar a atuação da polícia. As manifestações de terça-feira foram organizadas para marcar o "prazo final" estabelecido por um movimento anti-imigração para que imigrantes em situação irregular deixassem a África do Sul. Os protestos ocorreram após meses de tensão que provocaram críticas internacionais, à medida que estrangeiros foram expulsos de suas casas e tiveram seus negócios e propriedades vandalizados. Um manifestante anti-imigração atira uma garrafa contra um prédio enquanto objetos que, segundo os manifestantes, pertencem a estrangeiros, são queimados na rua durante um protesto anti-imigração em Joanesburgo, África do Sul , em 30 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Oupa Nkosi