Presidente brasileiro ofereceu o Pix como plataforma para ser usada por todos países do bloco 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Cristiano Mariz/Agência O GLOBO RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 13:13 Lula Critica Interferência dos EUA e Propõe Pix no Mercosul Durante reunião do Mercosul, o presidente Lula enviou um recado a Donald Trump, afirmando que nenhum país é dono da América do Sul, destacando a importância da autonomia e cooperação na região. Lula defendeu o uso do Pix como plataforma de pagamento para o bloco, criticando tarifas comerciais dos EUA. Ressaltou ainda a necessidade de explorar minerais críticos com maior valor agregado e a união contra o colonialismo digital. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou um recado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião do Mercosul realizada nesta terça-feira em Assunção, no Paraguai. O brasileiro também defendeu o Pix, citado pelos americanos como um dos motivos para sugerir uma taxação de 25% sobre produtos do país, e oferceu o meio de pagamento aos países do bloco. — Ninguém é dono do mundo. E ninguém é dono da América do Sul. Nenhum país do Mercosul ganhará mais liberdade de ação por meio de alinhamentos automáticos ou escolhas excludentes. Nossa força estará na capacidade de dialogar com todos, sem deixar de lado nossos interesses. Diversificar parcerias, ampliar a cooperação e preservar a autonomia são requisitos para que a região encontre seu espaço em um mundo em transformação — afirmou Lula, em um trecho lido de seu discurso. Em outro trecho, o presidente do Brasil citou o Pix como um exemplo de experiência nacional "bem-sucedida que deve ser compartilhadas entre os países do bloco". — O Pix, sistema brasileiro público e gratuito de pagamentos, é referência internacional de inclusão financeira e eficiência digital. Sua arquitetura pode servir de base para uma infraestrutura de pagamentos, que beneficiará todos os cidadãos do Mercosul. A integração financeira reduzirá custos, fortalecerá o comércio intrabloco, ampliará o uso de moedas locais e aumentará nossa resiliência frente a choques externos. De forma indireta, Lula criticou a adoção de tarifas comerciais impostas pelos EUA. — Guerras e conflitos aprofundam a instabilidade global e elevam os preços dos alimentos e da energia. O protecionismo ressurge como resposta falaciosa à complexidade dos desequilíbrios macroeconômicos globais. A fragmentação da economia mundial impõe severos desafios ao comércio, aos investimentos e ao desenvolvimento sustentável. Na atual conjuntura, o MERCOSUL é uma necessidade estratégica. Lula também citou as reservas de minerais críticos da América do Sul, alvo de interesse dos Estados Unidos, e defendeu que a exploração inclua cadeias de maior valor agregado. — Possuímos reservas abundantes de minerais críticos, ativos indispensáveis para a descarbonização e a revolução digital. Desenvolver cadeias regionais que incluam etapas de maior valor agregado é uma questão de segurança nacional e soberania. Ainda não dispomos de mapeamento comum do nosso potencial e de diagnóstico sobre projetos estratégicos que podem ser desenvolvidos conjuntamente. O Mapa do Caminho para Plano de Minerais Críticos do Mercosul, apresentado pelo Paraguai, é um ponto de partida para reforçar a autonomia estratégica de nossos países. O presidente brasileiro também falou que os países do bloco deve atuar juntos para enfrentar o colonialismo digital. — Agir como bloco nos fortalece frente à ameaça do colonialismo digital. Podemos ser mais do que fontes de dados e matéria-prima, e mercados consumidores para as grandes empresas de tecnologia