Detonação de 'pacote-bomba' perto do distrito de Monte Carlo, no principado monegasco, deixou autoridades em alerta; caso está sendo investigado como 'tentativa de homicídio' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Equipe anti-bomba vasculha área em que artefato explosivo foi detonado na segunda-feira, em Monaco — Foto: Valery Hache/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 08:48 Mônaco e França buscam suspeito de atentado contra oligarca ucraniano Mônaco e França realizam uma "caçada humana" por suspeito de atentado a bomba contra o oligarca ucraniano Vadim Yermolaiev, ferido na explosão. O incidente, tratado como tentativa de homicídio, ocorreu perto de Monte Carlo, envolvendo mais de 100 policiais. Yermolaiev, sancionado por Kiev, tem ligações com a Rússia, levantando suspeitas de ação encoberta no contexto da guerra na Ucrânia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Equipes policiais em Mônaco e no sul da França estão envolvidas em uma "caçada humana" na manhã desta terça-feira, em busca do suspeito de ter detonado um "pacote-bomba" em um prédio residencial, que deixou ferido o oligarca ucraniano Vadim Yermolaiev — empresário conhecido por investimentos na região da Crimeia, cuja fortuna foi avaliada em US$ 230 milhões (R$ 1,19 bilhão no câmbio atual) pela revista Forbes, em 2020, e está sob sanção do governo de Kiev por vínculos com a Rússia. Autoridades do principado afirmaram que a detonação — primeira da História no território, segundo as autoridades — está sendo investigada como uma tentativa de homicídio. Mais de 100 policiais e agentes de serviços de emergência foram mobilizados para o local da explosão pouco após às 21h de segunda-feira (16h em Brasília). Câmeras de segurança captaram o instante em que um suspeito entra no saguão do prédio residencial em que houve a explosão — localizado em uma área nas imediações da Place des Moulins, movimentado ponto perto do distrito de Monte Carlo —, deixando uma mochila no local. Autoridades do principado informaram posteriormente que outra sequência de imagens mostra o suspeito fugindo a pé em direção a França. O ministro de Estado de Mônaco, Christophe Mirmand, disse à agência de notícias AFP que o artefato explosivo aparentemente continha parafusos e esferas metálicas. Serviços de emergência anunciaram na noite de segunda que as vítimas eram um casal entre 50 e 60 anos — que fontes vieram a confirmar se tratar de Yermolaiev e sua esposa —, feridos com gravidade, e um adolescente de 13 anos. Em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, o procurador-geral monegasco, Stephane Thibault, afirmou que a mulher segue em um estado crítico. Uma operação policial está em curso dos dois lados da fronteira, com o suspeito ainda foragido. O promotor, porém, afirmou que o caso está sendo investigado como uma "tentativa de homicídio", e não como um "ato de terrorismo". As autoridades do principado disseram que o autor do ataque teria agido sozinho — embora a situação política e o poder econômico tenham levantado suspeitas de uma ação encoberta ligada ao contexto da guerra na Ucrânia. Procurador-geral monegasco Stephane Thibault, em entrevista coletiva nesta terça-feira — Foto: Valery Hache/AFP Certa vez listado como um dos 40 homens mais ricos da Ucrânia, Yermolaiev é natural de Dnipro e tem a fortuna ligada à investimentos na Crimeia. Ele se naturalizou cipriota após renunciar à nacionalidade ucraniana em 2019, e está sujeito a sanções de Kiev desde dezembro de 2023, por força de uma decisão do Conselho Nacional de Segurança da Ucrânia promulgada pelo presidente Volodymyr Zelensky. Meios de comunicação ucraniano, como o Ukrainska Pravda, citam que Yermolaiev tinha relações com Moscou. Fontes ocidentais citaram que ele teria mantido seus negócios após a ocupação da Crimeia, em colaboração com os interesses russos. A hipótese de uma operação ucraniana encoberta em território europeu, porém, corresponderia a uma decisão arriscada, que poderia colocar os interesses de Kiev em rota de colisão com seu pilar de apoio mais firme em um momento em que a guerra no Leste do continente continua se arrastando. As autoridades do principado condenaram amplamente o incidente, com o príncipe Albert II classificando o caso como um "crime hediondo" e "um choque para toda a comunidade de Mônaco". (Com AFP)