IIE-Br foi influenciado pelo componente de expectativas, que retornou ao maior nível desde dezembro de 2024 com a perspectiva para os juros e o cenário macroeconômico para os próximos 12 meses A perspectiva para os juros e o cenário macroeconômico para os próximos 12 meses fez o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) avançar 0,4 ponto em junho, para 111,3 pontos, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). O movimento vem após um forte recuo em maio, de 6,3 pontos. Pela média móvel trimestral, o indicador em junho recuou 1,2 ponto para 113,1 pontos. De acordo com Anna Carolina Gouveia, economista do FGV Ibre, o IIE-Br em junho foi influenciado apenas pelo componente de expectativas, que retornou ao maior nível desde dezembro de 2024, ao subir 3,7 ponto para 114,5 pontos. "A alta deste componente reflete um aumento das incertezas em torno das expectativas para variáveis macroeconômicas chaves da economia nos próximos 12 meses, especialmente quanto à taxa de juros. A incerteza em relação a trajetória da política monetária nos próximos meses decorre de fatores de origem externa, como as tensões geopolíticas globais e o fenômeno El Niño, e internos, como as medidas de estímulo ao consumo, com possível impacto sobre os preços”, destaca a economista em nota. O outro componente do IIE-Br, o de Mídia, recuou 0,5 ponto, para 109,3 pontos em junho, contribuindo negativamente com 0,4 ponto para o resultado agregado. O componente de Expectativas, por sua vez, contribuiu positivamente com 0,8 ponto para a alta do IIE-Br. “O IIE-Br retornou ao nível que reflete uma incerteza moderadamente elevada e deverá oscilar próximo a essa faixa nos meses seguintes", diz Gouveia. — Foto: Pexels
Indicador de Incerteza da Economia avança 0,4 ponto em junho, após recuo em maio, diz FGV
IIE-Br foi influenciado pelo componente de expectativas, que retornou ao maior nível desde dezembro de 2024 com a perspectiva para os juros e o cenário macroeconômico para os próximos 12 meses






