A Subprefeitura da Sé admitiu que foram instalados tubos, ralos e drenos inadequados na praça Franklin Roosevelt, no centro de São Paulo, o que ocasiona obstruções e entupimentos frequentes. A afirmação foi feita em resposta a um requerimento feito pela vereadora Amanda Paschoal (PSOL-SP).
O órgão informou ainda que não há previsão para a instalação de banheiros públicos no local, estrutura que estava prevista na última reforma do complexo Roosevelt, em 2012. A obra custou R$ 55 milhões aos cofres públicos —R$ 20 milhões acima do orçamento original.
A vereadora, junto à deputada federal Erika Hilton (PSOL) e à ativista Sofia Favero, pediu ao MPC-SP (Ministério Público de Contas do Estado de São Paulo) na segunda (22) que seja feita uma auditoria das contas da praça. As parlamentares alegam má gestão do local, que apresenta outros sinais de deterioração, como o pergolado danificado.
Além disso, elas apontam que o município aprovou em maio a continuidade do empenho e da execução de uma reforma nos quiosques e pergolados no valor de R$ 762.132,94, custeada pelo poder público. A consulta pública do edital de concessão foi publicada no mês seguinte.
Para as parlamentares, a aplicação de recursos públicos em um bem cuja exploração pode ser transferida em breve à iniciativa privada indicaria irregularidades e violação do princípio da eficiência administrativa.









