Jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo diminui a oscilação dos ativos locais Dólar fecha em leve alta em dia de baixa liquidez no mercado local — Foto: Kerem Uzel/Bloomberg O dólar exibiu leve avanço contra o real no pregão desta segunda-feira. O dia foide liquidez contida de negócios no mercado doméstico devido ao jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, o que diminuiu a oscilação dos ativos locais. O dólar comercial fechou o dia em alta de 0,15%, aos R$ 5,1748 no segmento à vista. O dólar futuro para julho, perto do horário de fechamento, caía 0,06%, a R$ 5,1760. Já o euro comercial avançou 0,48%, negociado a R$ 5,9123. No mesmo horário, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis divisas principais, recuava 0,11%, a 101,24 pontos. No mesmo horário a moeda americana caía 0,20% ante o peso mexicano e recuava 0,40% ante o rand sul-africano. Apesar das agressões no fim de semana entre Estados Unidos e Irã, os países não parecem dispostos, na avaliação dos agentes, a aumentar de maneira dramática o nível das tensões no Golfo Pérsico. Há alguma cautela com o frágil equilíbrio do cessar-fogo, mas os preços do petróleo se mantiveram comportados, próximos à faixa dos US$ 72 o barril. Nas últimas semanas, o real exibiu alguma fragilidade diante dos ruídos na comunicação do Banco Central, de um ambiente global de dólar mais forte, com o endurecimento da postura do Federal Reserve (Fed) e da consolidação das expectativas dos participantes do mercado acerca das eleições presidenciais no Brasil. Segundo Alejandro Cuadrado, estrategista-chefe do BBVA, os focos de tensão continuam no Oriente Médio, mas tanto os Estados Unidos quanto o Irã parecem pouco dispostos a retomar um conflito de maior escala. “À medida que esse fator perde força como impulsionador dos mercados globais de risco e o petróleo se estabiliza bem abaixo de suas máximas recentes, as histórias locais devem ganhar mais destaque", nota. Segundo ele, no Brasil, a eleição presidencial de outubro deve se tornar mais relevante, especialmente após a Copa do Mundo, quando a campanha eleitoral começar de fato. “Esperamos que o real enfrente pressão no período que antecede a eleição. Por enquanto, o nível de R$ 5,20 tem oferecido alguma resistência e pode continuar sendo um patamar importante no curto prazo, mas, em nossa avaliação, acabará sendo rompido", projeta o estrategista. O Bradesco, por sua vez, fez uma revisão em seu cenário nesta segunda-feira, elevando sua projeção de Selic de 12,75% para 13,75% no fim do ano. A projeção de câmbio da instituição para 2026, contudo, se manteve nos R$ 5. “O real se mostrou resiliente diante de múltiplos choques, levando-nos a manter a projeção de R$ 5 ao final de 2026, com o déficit em transações correntes convergindo para 2% do PIB. Para 2027, revisamos o câmbio para R$ 5,20 (de R$ 5), refletindo o ambiente externo mais ambíguo para os emergentes", notam.