País é o sexto da Europa com maior pressão hídrica nos meses mais quentes; calor extremo, seca e aumento do consumo ampliam risco de escassez no continente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Portugal entra em zona de alerta hídrico e país corre risco de ficar sem água em meio a onda de calor, aponta levantamento — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 11:53 Portugal ultrapassa limite de alerta hídrico em meio a calor extremo Portugal enfrenta alerta hídrico devido à pressão sobre recursos de água doce durante ondas de calor. O país, com 31% de exploração no verão, ultrapassa o limiar de alerta de 20%, destacando a crescente escassez na Europa. Chipre e Malta também enfrentam pressões extremas. Mudanças climáticas e secas intensificam riscos, exigindo gestão eficaz para assegurar água limpa em meio à demanda crescente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Portugal está entre os países europeus que entram em zona de alerta no verão por causa do nível de utilização dos recursos de água doce. Segundo levantamento citado pela Euronews, embora a União Europeia utilize, em média, apenas 5,8% de seus recursos hídricos, o dado esconde diferenças profundas entre países e regiões, sobretudo no sul da Europa e no Mediterrâneo. Nos meses mais quentes, a pressão sobre a água aumenta de forma significativa, justamente quando as ondas de calor elevam o consumo e agravam os efeitos da seca. Em Portugal, o nível de exploração da água doce chega a 31% durante o verão, acima do limiar de alerta definido em 20%. Cubanos recorrem a carvão e energia solar para driblar crise energética 1 de 10 À beira de uma estrada periférica no sudeste da capital cubana, vendedores oferecem carvão diretamente sobre o asfalto e fogareiros artesanais — Foto: Adalberto Roque/AFP 2 de 10 Cubana diz que salário não permite comprar um gerador elétrico nem uma pequena bateria de lítio para enfrentar cortes diários de energia — Foto: Adalberto Roque/AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Diante do risco de agravamento da crise energética, moradores de Havana recorrem a motos elétricas — Foto: Adalberto Roque/AFP 4 de 10 Moradores de Havana também instalam painéis solares, quando têm recursos para isso — Foto: Adalberto Roque/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Yurisnel Agosto, comerciante de 36 anos, confirmou que "nunca vendeu tanto" — Foto: Adalberto Roque/AFP 6 de 10 Situação econômica de Cuba se deteriorou nos últimos anos, com escassez e cortes de energia e combustível — Foto: Adalberto Roque/AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Estrangulamento energético imposto pelos Estados Unidos, que mantêm um embargo contra a ilha comunista há mais de 60 anos, agrava os temores — Foto: Adalberto Roque/AFP 8 de 10 Economia cubana não conseguiu se recuperar e encolheu cerca de 5% em 2025 — Foto: Adalberto Roque/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Queda de Nicolás Maduro, capturado em 3 de janeiro em Caracas em uma incursão militar americana, acendeu o alerta em Cuba — Foto: Adalberto Roque/AFP 10 de 10 Cubanos agora veem nos painéis solares uma possível saída; empresas de instalação se multiplicaram desde 2024, graças às facilidades de importação concedidas pelo governo — Foto: Adalberto Roque/AFP X de 10 Publicidade Cortes diários de energia no país duram de 10 a 12 horas A situação mais grave é registrada em Chipre, país que vive praticamente em estado permanente de emergência hídrica. O país utiliza 72% de seus recursos de água doce ao longo do ano, índice que pode chegar a 92% no verão, segundo dados do Eurostat e da Agência Europeia do Ambiente. As autoridades cipriotas pediram este ano que os moradores reduzissem em 10% o consumo diário de água, o equivalente a cerca de dois minutos de uso. O governo também acelerou a instalação de centrais de dessalinização para garantir o abastecimento de água potável, especialmente antes da temporada turística. Depois de Chipre aparece Malta, com taxa anual de utilização de água de 33%. No verão, porém, o estresse hídrico no país sobe para 67%, evidenciando o impacto da pressão sazonal sobre sistemas já vulneráveis. Portugal aparece ao lado de outros países europeus que ultrapassam a zona de alerta nos meses mais quentes. A Grécia registra taxa de exploração de 37%, seguida por Romênia, com 34%, Portugal, com 31%, Itália, com 27%, e Espanha, com 26,5%. Os números mostram que o problema não se limita a países insulares ou de menor dimensão. A combinação de calor extremo, maior demanda por água e pressão sobre os recursos hídricos coloca parte significativa da Europa diante de riscos crescentes de escassez. No caso português, o índice de 31% deixa o país acima do patamar considerado preocupante, embora a situação de acesso a água limpa e segura pareça menos crítica do que em outros Estados-membros. A Agência Europeia do Ambiente alerta que as mudanças climáticas e os episódios de seca devem intensificar a frequência, a intensidade e o impacto da falta de água pelo menos até 2030. Outro relatório da agência, intitulado “Overheated and Underprepared”, conclui que cerca de uma em cada dez pessoas na União Europeia tem dificuldade para acessar água suficiente, segura e limpa. O problema é particularmente grave em Chipre, onde 36,5% da população enfrenta dificuldades de acesso, e na Grécia, onde esse índice chega a 31,5%. A Euronews destaca, no entanto, que nem sempre a dificuldade de acesso à água limpa está diretamente ligada à escassez. Países como Bulgária, Hungria, Croácia e Irlanda apresentam problemas de abastecimento, mas não registram níveis especialmente altos de exploração dos recursos de água doce. Isso indica que, em alguns casos, a crise pode estar mais relacionada a infraestruturas envelhecidas ou falhas nos sistemas de distribuição do que à falta de água propriamente dita. Portugal, França e Espanha aparecem em posição diferente. Apesar da pressão sobre os recursos hídricos, esses países parecem conseguir administrar melhor a distribuição de água limpa e segura, com percentuais de pessoas que enfrentam dificuldades abaixo da média europeia de 9%. O tema ganha relevância em um momento em que a Europa atravessa mais um verão marcado por calor extremo. As ondas de calor aumentam o consumo, pressionam reservas e expõem fragilidades nos sistemas de gestão da água. Embora a utilização média de água doce na União Europeia pareça baixa, os dados mostram que a pressão se concentra em determinados países e períodos do ano. Portugal é um dos casos em que o verão empurra o uso da água para níveis acima do limiar de alerta, reforçando a importância da gestão dos recursos hídricos em meio à seca e às mudanças climáticas.