Número cresceu 28,21% nos últims 12 meses, segundo o Sebrae As 5.976 startups identificadas pelo Sebrae no Nordeste colocam a região como a que mais criou empresas de base tecnológica no país nos últimos 12 meses. O número, extraído da Plataforma Sebrae Startups até junho de 2026, reflete alta de 28,21% no período e garante a segunda posição no cenário nacional, com 23,7% das startups do país, perdendo apenas para o Sudeste, com 37,5%. “A configuração revela a descentralização da inovação, fortalecendo polos locais”, diz o presidente do Sebrae Nacional, Rodrigo Soares. Além da atuação da instituição na aceleração e fomento do ecossistema, o resultado é reforçado pelo amadurecimento de ecossistemas de inovação e pela presença de centros de inovação e tecnologia. Pernambuco concentra 1.216 startups, uma a cada cinco do Nordeste. O destaque é o Porto Digital, em Recife, que surgiu em 2000 para resolver problemas como evasão de formandos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), revitalização de um bairro e criação de emprego e renda. Hoje o distrito reúne sete institutos de ciências e tecnologia e 540 empresas com foco em softwares (400 startups) em um território superior a 230 mil m2 beneficiado por redução fiscal. No total, são 24 mil funcionários e faturamento anual de R$ 7,4 bilhões, resultado triplicado nos últimos seis anos. O Porto Digital também administra o hub Armazém da Criatividade com unidades em Caruaru (PE), Aveiro (Portugal) e, até o ano que vem, Goiânia. Ainda toca o programa Embarque Digital, com bolsas de graduação em nível técnico em seis universidades parceiras para alunos de escolas públicas. Além disso, atrai centros de inovação de empresas como Deloitte e Baterias Moura. Um novo espaço, o Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital (Nerd), vai integrar desde educação empreendedora até empresas maduras. “A criação de startups é só uma parte do crescimento de um ecossistema”, diz Pedro Lucena, presidente do Porto Digital. No Ceará, segundo lugar em startups da região (1.014), um dos destaques é o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Ceará (Partec/UFC), criado em 2018. “O Partec tem estoque de 73 projetos apoiados entre pré-incubadas e incubadas, com 19 spin-offs acadêmicas nascidas de projetos de pesquisa”, diz o diretor-presidente, Abraão Freires Saraiva Júnior. As operações têm atuação principalmente em agroalimentação, TI e telecomunicações, saúde, recursos hídricos e energias renováveis, com destaque para os hubs de hidrogênio verde e de fibra ótica. Outros programas incluem o Corredores Digitais, hub oficial de inovação do governo estadual que soma mais de 2 mil projetos e startups apoiados, e os hubs da Universidade Estadual do Ceará, da Universidade de Fortaleza e de empresas como Pague Menos. Um dos primeiros parques tecnológicos do país, a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB), em Campina Grande (PB), foi fundado em 1985. Hoje a cidade abriga o Centro de Competência Embrapii em Hardware Inteligente para a Indústria, sediado na Universidade Federal de Campina Grande, focado em plataformas de sensoriamento. Em 2021 nasceu o Parque Tecnológico Horizontes de Inovação, que depois de apoiar de forma remota mais de 180 empresas, ganhou sede física em 2025 e este ano finalizou dois editais, no valor de R$ 10 milhões cada - um voltado a agricultura familiar e segurança alimentar, e outro a saúde e biotecnologia. Outra chamada foca jogos digitais, com meta de criação de estúdio e comercialização dos games de até dez finalistas, incubados no Horizontes. A atuação do parque abrange João Pessoa, Campina Grande, Cajazeiras e, em breve, Souza e Patos. Na capital está localizada também a unidade Embrapii Centro de Energias Alternativas e Renováveis da Universidade Federal da Paraíba. “Estamos investindo mais de R$ 150 milhões em um centro de computação quântica, com um computador de 100 qubits e outro de 20 qubits”, diz Claudio Furtado, secretário de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior. Já o Piauí Instituto de Tecnologia (PIT) tem educação tecnológica, com cursos como bacharelado em inteligência artificial, pesquisa aplicada e empreendedorismo, por meio do programa Startup PI, que oferece aceleração gratuita e capacitação para transformar ideias em startups. O PIT tem hubs em funcionamento em Teresina, Parnaíba e Picos e deve chegar este ano a Floriano. Nos últimos dois anos, 719 projetos passaram pelos programas, dos quais 365 foram acelerados. “O resultado foi a criação de 271 empresas em 46 municípios, com faturamento superior a R$ 124 milhões”, conta o presidente do PIT, Rafael Jales.
Nordeste é a região com mais criação de startups
Número cresceu 28,21% nos últims 12 meses, segundo o Sebrae
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