29/06/2026 05h03 Atualizado 29/06/2026 05h04

Investimentos bilionários previstos pelos portos nordestinos nos próximos anos devem fazer com que a movimentação de cargas no chamado Arco Norte (inclui portos da região Norte) se equipare, já em 2030, à do Arco Sul, responsável hoje por pouco mais de 64% da expedição total do país. Isso significa que, em quatro anos, o Arco Norte e o Arco Sul estarão dividindo em partes iguais toda a carga que passa por portos organizados (públicos) e terminais autorizados (privados) do país. No ano passado, os portos nordestinos movimentaram 329,7 milhões de toneladas, volume igual ao de 2024.

Alex Ávila, secretário Nacional de Portos, avalia que esse quadro transformará a região Nordeste num hub logístico internacional eficiente e competitivo. “O maior potencial de expansão portuária do país está no Arco Norte porque é lá onde temos as maiores áreas disponíveis para a construção de novos terminais, e é lá onde estão concentradas as maiores e principais hidrovias”, diz Ávila.

Com o Arco Norte impulsionado por esse cenário logístico, recursos públicos e privados para a modernização e construção de portos e terminais somam cifras bilionárias. O Porto de Suape (PE), por exemplo, está prestes a iniciar o maior ciclo de investimentos em infraestrutura portuária dos últimos anos. “Estamos perto de lançar um plano de investimentos e de arrendamentos que prevê cerca de R$ 2 bilhões em recursos públicos e privados destinados à ampliação da capacidade operacional do complexo, modernização de instalações existentes e atração de novos negócios”, diz Armando Monteiro Bisneto, diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape.