Camisa 10, na última dança em Copas, tem o atacante do Real Madrid como sucessor, mas dupla mostra que ainda pode funcionar junta 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Neymar e Vini Jr. comemoram vitória do Brasil sobre a Escócia na Copa do Mundo — Foto: Michael Reaves/Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/06/2026 - 19:59 Neymar e Vini Jr.: Nova Dinâmica na Seleção Brasileira na Copa Neymar e Vinicius Júnior estão moldando uma nova dinâmica na seleção brasileira durante a Copa do Mundo. Neymar, aos 34 anos, não é mais o único protagonista, com Vini Jr. emergindo como um jogador-chave, acumulando gols e prêmios de destaque. A parceria entre eles se mostra promissora, com Neymar organizando o jogo e Vinicius atacando com intensidade. Essa transição gradual de liderança ainda permite que a dupla jogue junta, beneficiando o Brasil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Nenhuma seleção sofreu tanto com Neymar quanto o Japão, adversário do Brasil nesta tarde pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Em cinco jogos contra os japoneses, o camisa 10 marcou nove gols, tornando-os a principal vítima de sua trajetória pela seleção. O reencontro, porém, acontece sob um contexto diferente. Aos 34 anos, recuperado de uma lesão na panturrilha, Neymar já não concentra sozinho o protagonismo, que passou a ser ocupado por Vinicius Júnior, autor de quatro gols, uma assistência e três prêmios de melhor em campo neste Mundial. — O Vini hoje é o nosso principal jogador. Está numa fase incrível, nos ajudando e decidindo os jogos — afirmou Neymar após a vitória sobre a Escócia. Se a passagem de bastão começa a acontecer, os primeiros minutos da dupla em campo mostram que ela ainda pode jogar junta. Os relatórios técnicos da Fifa indicam que Carlo Ancelotti encontrou uma forma de explorar características complementares de Vini e Neymar. Enquanto o camisa 10 organizava a construção ofensiva, nos cerca de 15 minutos em que esteve em campo, Vinicius atacou a profundidade, transformando essa criação em gols, finalizações e pressão sobre a defesa adversária. — Neymar pode jogar mais de 15 minutos. Está bastante bem. Vai depender muito do contexto e da evolução do jogo — avisou o técnico. Quebrando as linhas Mesmo com poucos minutos, Neymar acertou 12 dos 14 passes (86%) e rompeu linhas de marcação em cinco das seis tentativas (83%). Mais de um terço de seus passes teve caráter progressivo. Também somou quatro cruzamentos, duas progressões com bola e dois step ins — conduções em que avança com a bola para dentro dos espaços entre as linhas de marcação, desorganizando a estrutura defensiva adversária. Além disso, finalizou uma vez, obrigando o goleiro Gunn a fazer uma defesa. Neymar recebe orientações de Carlo Ancelotti antes de entrar em Brasil x Escócia — Foto: AFP Sua movimentação reforça esse papel. Dos 12 movimentos para dar opção de passe, seis aconteceram entre as linhas da defesa escocesa, evidenciando uma atuação voltada para conectar meio-campo e ataque. A eficiência aparece ainda mais quando comparada à dos titulares. Neymar igualou Matheus Cunha em quebras de linha concluídas (cinco), embora tenha atuado cerca de 20 minutos, contra aproximadamente 70 do companheiro. Também terminou com aproveitamento superior ao de Lucas Paquetá (83% contra 74%) e Bruno Guimarães (83% contra 60%). Para produzir cinco quebras de linha, precisou de apenas 14 passes. Cunha deu 25; Bruno, 45 para produzir nove; e Paquetá, 56 para chegar a 14. Metade das finalizações Se Neymar organizou, Vinicius atacou os espaços. O camisa 7 realizou 52 movimentos para receber a bola, o segundo maior número da equipe, sendo 26 nas costas da defesa (in behind), líder da seleção no fundamento. Neymar, por sua vez, encontrou Vinicius cinco vezes, mais do que qualquer outro companheiro. Vinicius Jr celebra gol contra a seleção da Escócia — Foto: CHANDAN KHANNA / AFP Vinicius terminou a partida com oito finalizações — metade das 16 do Brasil —, marcou dois gols, exigiu quatro defesas do goleiro e liderou a equipe em progressões com bola, com oito conduções. Sem a posse, as funções também foram distintas. Vini participou de 28 ações de pressão indireta, 22 aproximações ao portador da bola, 14 pressões efetivas e recuperou duas bolas. Sem ritmo, Neymar registrou apenas uma pressão direta, nove indiretas, um desarme e duas recuperações. Os dados físicos confirmam a diferença de patamar ao menos neste quesito: Neymar percorreu 2.431 metros, fez oito sprints e atingiu 26,4 km/h em cerca de 20 minutos. Vinicius correu 10.096 metros, somou 57 sprints, 106 ações em alta velocidade e alcançou 33,4 km/h. O camisa 10 organiza, rompe linhas e acelera a construção; o 7 dá profundidade, intensidade e transforma essa criação em gols e oportunidades. Neymar já não precisa carregar sozinho o peso ofensivo da equipe. O bastão começa a ser passado para Vinicius Júnior, mas os primeiros sinais indicam que essa transição não exige uma substituição imediata. Pior para o Japão, que vai se deparar com um velho carrasco e pode ganhar um novo.
Neymar e Vini Jr: passagem de bastão com direito a parceria na seleção brasileira
Camisa 10, na última dança em Copas, tem o atacante do Real Madrid como sucessor, mas dupla mostra que ainda pode funcionar junta







