Lados se acusam de violar cessar-fogo, em meio a tensões após memorando 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Forças de segurança vigiam manifestação em apoio ao novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em Teerã — Foto: Atta Kenare/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/06/2026 - 01:41 EUA e Irã Suspendem Hostilidades para Retomar Negociações de Paz Os EUA e o Irã suspenderam temporariamente suas hostilidades e continuarão as negociações, apesar de ambos se acusarem de violar o cessar-fogo. Após tensões no Estreito de Ormuz, onde ataques elevaram o preço do petróleo, as negociações devem prosseguir. No Líbano, Israel e Hezbollah continuam em conflito, complicando a paz na região. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os Estados Unidos e o Irã suspenderão seus recentes ataques mútuos, que marcaram a retomada das hostilidades após a assinatura do memorando de entendimento, anunciou um funcionário americano neste domingo. Nos últimos dias, ambos os lados se acusaram mutuamente de violar o cessar-fogo, em meio a tensões renovadas após a assinatura do memorando em 17 de junho. "As negociações técnicas estão programadas para continuar em todas as áreas do memorando de entendimento", disse o funcionário americano à AFP por e-mail. "Ambos os lados se absterão por ora, e os navios poderão transitar livremente" pelo Estreito de Ormuz. No entanto, o funcionário não confirmou as notícias da mídia americana sobre uma reunião entre autoridades iranianas e americanas no Catar na terça-feira para discutir o Estreito de Ormuz. O estreito foi reaberto na semana passada, após ter sido fechado pelo Irã desde o início da guerra em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel, que interromperam o comércio global de hidrocarbonetos e fizeram os preços do petróleo dispararem. Possível reunião no Catar O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou neste domingo que somente o Irã é "responsável" pela gestão do estreito. Ele alertou que a adoção de medidas diferentes "só levará a situações mais complicadas e atrasos na reabertura do Estreito de Ormuz". Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e Estados Unidos 1 de 12 Navio comercial visto da costa de Dubai em meio ao fechamento do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 2 de 12 Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã — Foto: Reprodução/Nasa X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Navios na costa de Dubai em meio à crise no Estreito de Ormuz — Foto: AFP 4 de 12 Imagem de satélite mostra a localização do Estreito de Ormuz — Foto: Divulgação/Nasa via AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Navio é visto perto da costa de Ras al-Khaimah, nos Emirados Árabes Unidos, a caminho do Estreito de Ormuz — Foto: AFP 6 de 12 Navio da Guarda Revolucionária em exercício no Estreito de Ormuz — Foto: SEPAH NEWS / AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Lancha se aproxima de navio no Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe CACACE / AFP 8 de 12 Lancha trafega pelo Estreito de Ormuz perto da costa dos Emirados Árabes Unidos — Foto: FADEL SENNA / AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Cargueiro tailandês foi atacado perto do Estreito de Ormuz, no último dia 11 — Foto: AFP 10 de 12 Navios petroleiros na região do Estreito de Ormuz — Foto: Giuseppe Cacace/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 Petroleiros seguem fundeados no Terminal de Carga de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, no Estrei no Ormuz — Foto: AFP 12 de 12 Navio da Marinha iraniana participa de exercícios navais na região do Estreito de Ormuz — Foto: EBRAHIM NOROOZI /JAMEJAMONLINE/ AFP PHOTO X de 12 Publicidade Passagem crucial para o comércio mundial é tema central na guerra entre países O Irã está insatisfeito com o anúncio de Omã sobre uma rota próxima à sua costa, apresentada como uma iniciativa coordenada com uma agência da ONU responsável pela segurança marítima. Dezenas de embarcações a utilizaram durante a semana. Teerã permitiu a passagem por um único corredor próximo à sua costa, mas ameaçou atacar qualquer embarcação que viole seus termos. Desde quinta-feira, dois navios foram atingidos por projéteis de origem desconhecida nessa passagem marítima, incidentes que os Estados Unidos atribuíram ao Irã e aos quais responderam com ataques aéreos contra a República Islâmica. Na madrugada de domingo, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, afirmou ter lançado mísseis e drones em direção ao Kuwait e ao Bahrein. Citando dois funcionários americanos e uma terceira fonte familiarizada com o assunto, o portal de notícias americano Axios informou que negociações serão realizadas em Doha na terça-feira para resolver as disputas sobre o Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa cerca de 20% da produção global de hidrocarbonetos. Ataques israelenses no Líbano Enquanto isso, Israel continuou seus ataques ao Líbano no domingo, apesar da assinatura, na sexta-feira, em Washington, de um acordo-quadro com o objetivo de alcançar uma "paz duradoura" entre os dois países. Confira antes e depois da destruição em áreas do Irã 1 de 12 ANTES: Estruturas no quartel-general da Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 2 de 12 DEPOIS: em várias estruturas no quartel-general da Força Aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 ANTES: base de mísseis em Garmdarreh, a leste da cidade de Karaj — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 4 de 12 DEPOIS: base de mísseis em Garmdarreh, a leste da cidade de Karaj — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 5 de 12 ANTES: guarnição de Khorramabad e ao complexo de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 6 de 12 DEPOIS: consequências dos ataques aéreos à guarnição de Khorramabad e ao complexo de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 7 de 12 DEPOIS: consequências dos ataques aéreos à guarnição de Khorramabad e ao complexo de mísseis da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 8 de 12 Impacto nas instalações de drones no Aeroporto de Chabahar, em Konarak — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 9 de 12 Danos também em Konarak, no Aeroporto Internacional — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 10 de 12 Base Naval de Konarak: navios destruídos e afundando, além de vários prédios alvejados — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade 11 de 12 ANTES: Sistema de radar, Base Aérea de Zahedan — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech 12 de 12 DEPOIS: Sistema de radar destruído, Base Aérea de Zahedan — Foto: Reprodução/Redes Sociais/Vantor Tech X de 12 Publicidade Registros divulgados pela empresa de monitoramento Vantor mostram a extensão dos danos em bairros de Teerã após dias de bombardeios, enquanto o número de mortos no Irã já chega a pelo menos 787. O Ministério da Saúde libanês informou que duas pessoas ficaram feridas depois que "o inimigo israelense" lançou uma granada em uma cidade no sul do país. O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, aliado do Hezbollah, declarou ne domingo que o acordo-quadro assinado com Israel "não será adotado", argumentando que ele não garante os direitos de seu país. "O túnel, com mais de 200 metros de comprimento e mais de 25 metros de profundidade, continha centenas de armas, bem como várias fossas de lançamento destinadas a atacar o Estado de Israel e seus civis", dizia o comunicado conjunto. O Ministério da Saúde libanês informou que duas pessoas ficaram feridas depois que "o inimigo israelense" lançou uma granada em uma cidade no sul do país. O presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri, aliado do Hezbollah, declarou neste domingo que o acordo assinado com Israel "não será adotado", argumentando que ele não garante os direitos de seu país. O Hezbollah afirmou em um comunicado nesta segunda-feira que se reserva o direito à autodefesa após os ataques israelenses no sul do Líbano. O acordo condiciona a retirada de Israel dos territórios libaneses ocupados ao desarmamento do Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, por Beirute. Essa é uma exigência antiga que Beirute não conseguiu cumprir. O Líbano foi arrastado para o conflito no início de março, quando o Hezbollah atacou Israel em apoio ao Irã, após o início da guerra com Teerã. O Irã insiste em incluir o conflito no Líbano no memorando de entendimento com Washington.
EUA e Irã cessam hostilidades 'por ora' e continuarão negociações
Lados se acusam de violar cessar-fogo, em meio a tensões após memorando









