Em meados de 2020, enquanto o Reino Unido estava confinado por causa da pandemia da Covid-19, Luke e a sua mulher decidiram constituir uma família.
"Durante toda a minha adolescência, a mensagem era clara: não faça sexo sem camisinha ou você pode engravidar alguém", diz Luke. "Então, quando você fica mais velho, espera que tudo aconteça normalmente. Quando não acontece, você não sabe o que fazer nem para onde ir."
Depois de 18 meses sem conseguir engravidar, o casal procurou um clínico geral (GP, na sigla em inglês), médico responsável pelo atendimento inicial no sistema público de saúde britânico. Em seguida, foram encaminhados para exames em um hospital e em uma clínica de fertilidade.
Ao longo do ano seguinte, Luke diz que toda a atenção se voltou para a mulher. As consultas eram marcadas em nome dela. Quando precisava preencher formulários, era ela quem recebia os contatos, embora os dados dele também estivessem registrados.
"No fundo, todo o sistema parte do pressuposto de que o problema é da mulher", afirma. "A parte masculina acaba completamente negligenciada."










