Para animais em cativeiro, a manifestação de comportamentos naturais é um dos pilares do quadro de bem-estar animal. Mas, quando se trata de sexo, um comportamento importante tem sido amplamente ignorado e, às vezes, até punido: a masturbação.
O sexo a solo é surpreendentemente comum em todo o reino animal. Isso está bem documentado nos primatas. As tartarugas são surpreendentemente barulhentas durante suas tentativas de sexo a solo, embora não sejam muito graciosas. Os camelos se masturbam esfregando o pênis na areia e os porcos-espinhos fazem uso criativo de todos os tipos de objetos.
Nosso novo estudo pode mudar a forma como outros cientistas encaram a masturbação em aves e melhorar o bem-estar delas.
A masturbação também parece ser comum entre as aves. Uma rápida pesquisa na internet revela uma abundância de vídeos nas redes sociais e postagens dedicadas em fóruns sobre criação de aves, em grande parte de criadores amadores preocupados ou perplexos.
Ela tem sido frequentemente tratada como um comportamento problemático anormal em aves em cativeiro (principalmente papagaios). A crença popular entre os criadores assume ser um resultado indesejável causado por estresse, saúde precária ou ambiente inadequado. Por isso, os criadores de aves frequentemente tentam coibir a masturbação por meio de punições ou intervenções veterinárias, como mudanças na dieta ou nos cuidados e, às vezes, até medicamentos e cirurgias. Apesar das implicações para o bem-estar, a masturbação em aves foi amplamente inexplorada pela comunidade científica.










