Jaques Wagner não está sozinho na tentativa de normalizar relações incestuosas com Daniel Vorcaro e seus asseclas. Todos os políticos e autoridades ligadas diretamente ou indiretamente ao esquema de influência do dono do Master têm agido dessa forma.

Negar as irregularidades, afirmar que não tem problema algum na conduta adotada, nos favores recebidos e rezar para sair dos holofotes da mídia com a chegada do próximo alvo das operações da Polícia Federal. Em suma, cair de braços dados com o esquecimento.

Na ausência de explicações convincentes, a culpa é sempre dos investigadores. Não são normais caronas em aviões, ingressos polpudos para shows, contrato milionário da nora e ajuda para compra de apartamento da filha.

Na entrevista à Folha, ele atacou a conduta da PF na operação e chamou de patacoada e de espetacularização a exposição de foto com cédulas de moeda estrangeira. Sobrou para o chefe da PF, Andrei Rodrigues.

Só que assim como no caso de Wagner, a PF também divulga fotos de materiais apreendidos em outras buscas e apreensões, como dinheiro, carros, armas ou drogas.