O número de usuários assíduos do Pix, aqueles que realizam em média 30 transações por mês, foi de 70 milhões de pessoas físicas no ano passado, resultado 71% superior ao registrado em 2024, de 41 milhões, segundo pesquisa da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) em parceria com a consultoria Deloitte.

Para pessoas jurídicas, o critério de "heavy user" —termo usado para definir os usuários mais frequentes— é aplicado a quem faz pelo menos 50 movimentações mensais com a tecnologia. Em 2025, 3,7 milhões de empresas se encaixaram na definição, contra 2,4 milhões no ano anterior (aumento de 54%).

O diretor executivo de inovação da Febraban, Ivan Mósca, atribui o avanço do Pix à ampliação das formas de realização do pagamento. "Ainda há espaço para as novas soluções e a velocidade de avanços e ampliação de serviços é surpreendente", afirma.

Segundo ele, ferramentas recentes como o Pix automático (que pode ser programado), o Pix cobrança (usado para substituir boletos) e o Pix por aproximação (disponível em carteiras digitais e usado em maquininhas) indicam a continuidade do crescimento dessa modalidade de transação.

A 34ª edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária mostra que a relação dos brasileiros com os bancos é cada vez mais virtual. De acordo com o levantamento, 83% das transações bancárias em 2025 foram feitas por canais digitais, sendo que 78% ocorreram via aplicativo para celular.