Presidente da distrital de Minneapolis destacou que inflação tem estado muito alta por cinco anos e que o papel do banco central americano é trazê-la de volta para a meta O presidente da distrital do Federal Reserve (Fed) de Minneapolis, Neel Kashkari, disse que, em junho, passou a esperar uma alta de juros até o fim deste ano, ante projeção anterior de um corte. Em evento nesta sexta-feira, ele também destacou que o papel do banco central americano é trazer a inflação de volta para a meta. Ao ser questionado se acreditava que o Fed poderia estar atrás da curva de juros, Kashkari respondeu: “A inflação tem estado muito alta por cinco anos. Isso é uma maneira de dizer que o Fed está atrás da curva”. Ele afirmou que o banco central americano está comprometido em trazer a inflação de volta para a meta de 2% ao ano. Sobre o mercado de trabalho, Kashkari avalia que o emprego “não está em um lugar ruim, mas também não está em um lugar bom”. Ele vê que esse mandato do Fed está andando “de lado”, sem afetar as dinâmicas de inflação. O diretor também destacou a resiliência da atividade econômica. “Eu diria que a economia americana se mostrou mais resiliente no último ano do que eu esperava”, afirmou. “No ano passado, vimos sinais reais de deterioração no mercado de trabalho e fizemos cortes de juros. Agora, o mercado de trabalho parece estar se movendo de lado. É difícil saber se a política monetária tem sido de fato acomodatícia”, opinou, destacando que ainda é preciso ver como a inflação e a atividade econômica vão reagir ao choque de oferta da guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Kashkari acredita que há risco de que o Irã não honre os entendimentos de paz firmados até o momento, “e isso me deixa cauteloso para dizer que o pior passou”. Neel Kashkari, presidente do Fed Minneapolis — Foto: Victor J. Blue/Bloomberg
Kashkari vê uma alta de juros até o fim do ano e acredita que Fed pode estar ‘atrás da curva’
Presidente da distrital de Minneapolis destacou que inflação tem estado muito alta por cinco anos e que o papel do banco central americano é trazê-la de volta para a meta











