Para o comissário da União Europeia para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, mudanças políticas no Brasil ou em outros países não ameaçam os acordos comerciais como o tratado do bloco europeu com o Mercosul, que entrou em vigor em maio.

"Fazemos acordos para nos amparar nos momentos difíceis. Geralmente, nos tempos bons, quando tudo funciona, você não precisa de um acordo. Por outro lado, há uma regra que vem desde a Roma Antiga: 'Pacta sunt servanda' [os pactos devem ser respeitados]. Se o acordo é bom, ele sobreviverá às mudanças políticas", disse ele ao C-Level, programa semanal de entrevistas da Folha.

Ele esteve no Brasil neste mês para visitar projetos de interesse do bloco, principalmente de minerais críticos e terras raras, segmento no qual os europeus têm alta dependência da China e também estão atrás dos Estados Unidos.

Ele diz que as diferentes restrições à importação de carne, soja e aço impostas pela UE não são restrições, mas uma equiparação às regras internas de mercado, e não têm como objeto específico os produtores brasileiros.

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