O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manual Albares, disse nesta sexta-feira (26) que três cidadãos espanhóis morreram nos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta (24), e outros 99 estão desaparecidos.

O número oficial de mortos dado pelo regime venezuelano é de 920, com 4.300 feridos. A medida que socorristas trabalham nos prédios destruídos, espera-se que a quantidade de vítimas aumente drasticamente.

O serviço geológico dos Estados Unidos (USGS) disse estimar um total de 10 mil mortos após os tremores, de magnitude 7,2 e 7,5 —o número faz parte de uma escala técnica segundo a qual há 42% de chances de que o número total de óbitos fique entre 10 mil e 100 mil.

Já a oposição venezuelana compartilhou sites criados espontaneamente para registrar desaparecidos —o número completo seria de 56 mil pessoas com paradeiro desconhecido. Segundo estimativa do chefe de ajuda humanitária da ONU, mais de 50 mil estão desaparecidos.

De acordo com dados do governo espanhol, 147 mil cidadãos do país europeu vivem na Venezuela. Albares, no México junto do rei Felipe 6º para reuniões bilaterais, pediu que os espanhóis em território venezuelano de forma temporária, a turismo ou em viagem de negócios, "entrem em contato com os serviços consulares" para registro.