A Crimeia, península que Vladimir Putin anexou em 2014 no sul da Ucrânia, decretou estado de emergência nesta sexta-feira (26) devido aos ataques das forças de Kiev contra a região.

Segundo escreveu no Telegram o governador local, Serguei Aksionov, todas as atividades relacionadas ao turismo e a venda de combustível estão suspensas. Isso ocorre no início da temporada de verão, principal fonte de renda da Crimeia, que abriga cerca de 2,4 milhões de moradores.

Nesta semana, Sebastopol, a maior cidade da r egião, já havia determinado toque de recolher às 20h para o comércio, a suspensão dos serviços de transporte noturnos e a redução da iluminação pública para dificultar o trabalho dos drones ucranianos.

"A vida está ficando difícil. Eu alugo uma antiga datcha [casa de veraneio] da minha família na costa, perto de Ialta [sul], é de onde tiramos boa parte da renda do ano", afirmou por mensagem de texto Olga, moradora de Sebastopol que pediu reserva sobre seu sobrenome.

Ela é uma das raras ucranianas étnicas que não deixou a região após Putin anexá-la em retaliação pela derrubada do governo pró-Moscou em Kiev no começo de 2014. Desde então, as relações entre os vizinhos azedaram de vez, culminando na invasão total dos russos em 2022.