Governo planeja modernizar a BND para se equiparar à CIA, mas esbarra nos fantasmas da perseguição sob o nazismo e o regime da antiga Alemanha Oriental Merz (no centro) discursa no Parlamento: ideia de que a BND já não pode depender dos serviços de inteligência dos EUA ganha força entre políticos alemães — Foto: Nadja Wohlleben/Reuters A Alemanha moderna nunca se sentiu à vontade com a atividade de espionagem. Os fantasmas de dois regimes totalitários - o Estado nazista de Adolf Hitler e a Alemanha Oriental - ainda pairam sobre o debate público e as deliberações governamentais a respeito de agentes, vigilância e a coleta de informações de inteligência. A BND, a agência de inteligência do país e uma das maiores da Europa, por vezes pareceu tão presa a normas e procedimentos que um ex-chefe comparou sua gestão à de uma repartição pública burocrática nos confins do Estado alemão.

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