Em cartaz com peças e espetáculos no Rio, Miami Pink, Renata Carvalho e Edwin Luisi falam sobre o Dia do Orgulho LGBTQIAPN+ em entrevista ao GLOBO 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A drag queen Miami Pink, a dramaturga trans Renata Carvalho e o ator Edwin Luisi, em cartaz no Rio — Foto: Hermes de Paula; Raí do Vale; Guito Moreto RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 16:50 Arte e Resistência: Celebrando o Orgulho LGBTQIAPN+ no Teatro Carioca No Dia do Orgulho LGBTQIAPN+, a drag queen Miami Pink, a dramaturga trans Renata Carvalho e o ator Edwin Luisi destacam a importância da arte na luta por visibilidade. Em cartaz no Rio, Renata dirige "Cabaré traviarcado", homenageando travestis pioneiras. Miami Pink celebra a cultura drag com o "Pride Show". Edwin revive "Eu sou minha própria mulher", história de resistência trans. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma drag queen que transformou o palco em espaço de celebração e competição. Uma dramaturga, cientista social e antropóloga trans que dirige um espetáculo em homenagem às travestis que abriram caminhos. Um ator que volta a interpretar uma mulher trans perseguida pelo nazismo, 18 anos depois da montagem original. Em cartaz no Rio durante o Dia do Orgulho LGBTQIAPN+, celebrado neste domingo (28), a apresentadora Miami Pink, a dramaturga Renata Carvalho e o ator Edwin Luisi refletem sobre o significado da data e o papel da arte na luta por visibilidade, memória e pertencimento em entrevista ao GLOBO. No teatro, a diretora Renata Carvalho apresenta o “Cabaré traviarcado: uma ode às travestis”, espetáculo em cartaz no Teatro Gláucio Gill (sex a dom, às 22h; R$ 5; 18 anos; até dia 28) que homenageia pioneiras na cena brasileira, como Rogéria, Divina Valéria e Eloína dos Leopardos, com um elenco formado apenas por travestis. A idealização é de Rafael Raposo. Renata Carvalho dirige "Cabaré Traviarcado" — Foto: Divulgação — Tenho orgulho de quem eu sou, lutei muito para ser eu mesma. Orgulho das minhas transcestrais que lutaram com muita garra, resistência e insistência pavimentando nossos caminhos. Quando uma travesti se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela. Tenho orgulho da história das travestis — defende Renata. Além de atriz e dramaturga, Renata se define como uma “transpóloga” (“antropóloga trans”). Em 2019, ela estreou o elogiado monólogo “Manifesto Transpofágico”, no qual narra a história do corpo travesti, um sucesso de crítica e de público. — Antigamente, pessoas trans e travestis não podiam andar nas ruas sem serem presas, entrar em teatros, andar de ônibus. Hoje, estamos ocupando as universidades, as artes, a política… A nossa história de luta e resistência pela vida é uma das coisas mais corajosas que conheço. Não podemos planejar o futuro sem conhecer nosso passado e nossa história. Somos o sonho de muitas gerações. Para Miami Pink, drag queen e criadora do concurso Drag Star, que mensalmente ocupa o Teatro Rival Petrobras, no Centro, o orgulho nasce no instante em que a persona deixa de ser uma possibilidade privada e ganha o mundo. Concurso de drags Drag Star — Foto: Divulgação — Orgulho, para mim, é satisfação e realização. É poder ser quem eu sou, poder não me esconder. Celebrar a cultura drag e o orgulho através dela é muito importante. Quando me monto [como drag], mostro um pedacinho do meu coração. É algo que eu guardo comigo e que, quando me monto, estou abrindo para que todos possam ver o meu verdadeiro eu. Neste domingo, Miami comanda ao lado de Ravena Creole uma edição especial de “Pride Show” no Dia do Orgulho, (Teatro Rival Petrobras; dia 28, às 20h; R$ 60; 18 anos) que reúne artistas de diferentes estilos, trajetórias e gerações. Já Edwin Luisi encontra o tema do orgulho em uma história atravessada pela perseguição. Em cartaz com “Eu sou minha própria mulher”(Teatro Vannucci, Shopping da Gávea; sáb, às 20h30; dom, às 19h30; R$ 150; 14 anos; até dia 28), ele conta a história Charlotte von Mahlsdorf (1928-2002), mulher trans que enfrentou o nazismo e o regime comunista na Alemanha sem abrir mão da própria identidade. Esta é a segunda montagem do solo, dirigido por Herson Capri. Edwin Luisi em "Eu sou minha própria mulher' — Foto: Guito Moreto/Agência O Globo — Há 18 anos, escolhi essa peça porque era um texto fascinante para um ator. Não pensava em pertencimento, identidade ou representatividade. Mas o mundo mudou. As discussões sobre liberdade de escolha e sobre o direito de ser quem se é se tornaram cada vez mais urgentes. Por isso, sinto que a peça tem muito mais a dizer hoje do que tinha quando a montei pela primeira vez. Sozinho em cena, Edwin Luisi interpreta mais de 20 personagens que atravessam a vida de Charlotte. O espetáculo se consolidou como um marco na trajetória do ator, que acumula prêmios como Shell, Mambembe, APCA e APTR. Serviço 'Cabaré traviarcado: uma ode às travestis' Onde: Teatro Gláucio Gill, Copacabana. Quando: Sex a dom, às 22h. Até domingo (28).Quanto: R$ 5 Drag Star: 'Pride Show' Onde: Teatro Rival Petrobras, Centro.Quando: Dia 28, às 20h.Quanto: R$ 60. 'Eu sou minha própria mulher' Onde: Teatro Vannucci, Shopping da Gávea.Quando: Sáb, às 20h30; dom, às 19h30. Até domingo (28).Quanto: R$ 150.
'Somos o sonho de muitas gerações': às vésperas do Dia do Orgulho LGBT+, drag queen, dramaturga trans e ator falam sobre resistência e representatividade em cena
Em cartaz com peças e espetáculos no Rio, Miami Pink, Renata Carvalho e Edwin Luisi falam sobre o Dia do Orgulho LGBTQIAPN+ em entrevista ao GLOBO






