Alvos nesta quinta-feira (25) da Operação Disclosure, bancos e representantes do conselho de administração da Americanas também são investigados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que mantém em curso sete procedimentos sobre a fraude contábil da varejista.

Mais de três anos após o início da crise, porém, apenas um processo sobre o tema resultou em condenação, mas por falha em divulgar fato relevante sobre a crise: o ex-diretor Financeiro da companhia João Guerra Duarte Neto foi condenado a pagar multa de R$ 340 mil.

A investigação sobre os bancos e administradores ainda é um inquérito, segundo a última atualização da CVM sobre o caso Americanas. Ou seja, um procedimento investigativo que precede a abertura de um processo.

No termo que pede a investigação, a área técnica da autarquia diz ter indícios de "irregularidades eventualmente praticadas por bancos, seja nas operações de risco sacado e sua transparência para as auditorias, seja como intermediários nas ofertas de valores mobiliários".

A CVM não detalha os inquéritos nem divulga o nome dos investigados. Entre os alvos desta quinta estão Beto Sicupira (um dos três principais acionistas da Americanas) e Paulo Alberto Lemann (ex-conselheiro da Americanas e filho de outro principal acionista da rede, Jorge Paulo Lemann).