Medida é uma das adotadas pela capital francesa diante de recordes de altas temperaturas em decorrência de fenômeno que atinge a Europa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Uma pessoa abre uma garrafa de vinho rosé às margens do Canal Saint-Martin, em Paris, enquanto a França enfrenta uma onda de calor — Foto: Ludovic Marin / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 17:43 Paris proíbe álcool em locais públicos para enfrentar onda de calor e aliviar hospitais Paris enfrenta uma onda de calor intensa, levando a prefeitura a proibir o consumo de álcool em locais públicos para combater a superlotação hospitalar causada pela desidratação. A medida visa mitigar os efeitos das temperaturas recordes que atingem a Europa. Monumentos como a Torre Eiffel e o Louvre reduziram seus horários de funcionamento. Escolas fecham ou adaptam horários. A cidade registra aumento na mortalidade e em emergências médicas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A onda de calor que atinge a Europa desde o início desta semana tem impactado diretamente a saúde de milhões de pessoas no velho continente. Cidades que enfrentam as altas temperaturas, algumas recordes para o verão, têm se adaptado para evitar a exposição de trabalhadores e moradores ao calor excessivo — apenas na Espanha já foram registradas mais de 200 mortes. Paris está em alerta devido à superlotação em hospitais. A capital francesa tem feito uma série de adaptações para este período. Uma das medidas mais recentes é a proibição do consumo de álcool em locais públicos. Essa mudança, segundo decreto publicado, passa a valer a partir do meio-dia de sexta-feira (horário local) e se estende até as 7h de sábado. A proibição então volta a valer ao meio-dia e segue até as 7h do domingo. No mesmo período fica vedada a venda para consumo fora do estabelecimento a partir das 18h. "Essa proibição não se aplica às áreas públicas normalmente ocupadas por restaurantes e bares que possuem as licenças necessárias", esclareceu a Prefeitura de Polícia. O álcool, além do efeito diurético, interfere no hormônio antidiurético, aumentando a perda de líquidos e mascarando sinais de fadiga. A desidratação é um dos fatores que podem levar à internação em períodos prolongados de calor excessivo, como o que a Europa enfrenta com este fenômeno. A redução de bebidas alcoólicas pode minimizar os efeitos das altas temperaturas no corpo. O prefeito da polícia de Paris, Patrice Faure, alertou, nesta quinta-feira (25), que os hospitais da capital francesa estão chegando ao limite de sua capacidade, um motivo de preocupação nos últimos dias. — Estamos chegando a um ponto de saturação nas instalações hospitalares — declarou Patrice Faure, observando que o número de internações "continua a aumentar". A Torre Eiffel, que recebe quase 7 milhões de visitantes por ano, dos quais aproximadamente 75% são estrangeiros, antecipou seu horário de fechamento nesta terça-feira para as 16h (11h em Brasília), em vez das 00h45 (19h45 em Brasília) que normalmente fecha durante a alta temporada. Já o Museu do Louvre fechará suas portas às 16h, em vez das 18h, de quarta a sábado, para lidar com a onda de calor que torna "as condições de visitação e trabalho difíceis", anunciou a administração na terça-feira (23). Em Paris, uma diretora descreveu sua escola como uma “panela de pressão” após uma semana de temperaturas elevadas. Dentro do prédio, os termômetros ultrapassaram os 30°C, atividades esportivas foram canceladas e funcionários relataram dores de cabeça. Em uma sala do segundo ano, duas crianças chegaram a adormecer sobre as carteiras durante a tarde. Onda de calor mortal Mais de 100 milhões de pessoas na Europa experimentam, nesta quinta-feira (25), temperaturas acima de 35ºC, em meio a uma onda de calor longa e mortal que, segundo um instituto científico espanhol, causou mais de 200 mortes no país. França sedia cúpula do G7: Veja fotos 1 de 12 França sedia cúpula do G7 — Foto: Ludovic MARIN / AFP 2 de 12 O presidente anfitrião, Emmanuel Macron, quer impulsionar uma agenda de temas sensíveis — Foto: Ludovic MARIN / AFP X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Lula se encontra com Macron durante cúpula do G7 — Foto: Yoan VALAT / POOL / AFP 4 de 12 Emmanuel Macron e Donald Trump durante reunião bilateral — Foto: Ludovic MARIN / POOL / AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 Os líderes das sete maiores economias do mundo se reunirão em Évian-les-Bains, às margens do Lago de Genebra — Foto: LAURENT GILLIERON / POOL / AFP 6 de 12 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da Suíça, Guy Parmelin — Foto: LAURENT GILLIERON / POOL / AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Lula e Janja chegam para o encontro — Foto: Ludovic MARIN / POOL / AFP 8 de 12 Presidente da França, Emmanuel Macron, conversa com pessoas que farão a segurança do local — Foto: Christian Hartmann / POOL / AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen — Foto: Ludovic MARIN / AFP 10 de 12 Keir Starmer, Primeiro-ministro do Reino Unido, chega com a esposa, Victoria Starmer — Foto: Isabel Infantes / POOL / AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 Encontro é dominado pela análise do acordo do presidente Donald Trump para encerrar a guerra com o Irã — Foto: Mandel NGAN / AFP 12 de 12 O presidente da Suíça, Guy Parmelin, recebe Giorgia Meloni, Primeira-ministra da Itália — Foto: MARTIAL TREZZINI / POOL / AFP X de 12 Publicidade Reunião com o grupo das maiores economias do mundo acontece nesta segunda-feira (15) A onda de calor bateu recordes de temperaturas em vários países para um mês de junho e provocou as duas noites mais quentes já registradas na França, cuja capital, Paris, abriu os parques durante toda a noite para oferecer um espaço verde aos seus moradores. "A diferença de temperatura entre a rua e aqui, debaixo das árvores, é alucinante!", surpreende-se Agathe Chebassier, uma jovem pintora que buscou refúgio na última noite em um parque parisiense. O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, informou, nesta quinta-feira, um "aumento da mortalidade" na cidade, onde os termômetros superaram, na quarta-feira, os 40ºC pela quarta vez em 150 anos. O Ministério da Saúde reportou, por sua vez, 25 paradas cardíacas em 24 horas, diante das dez que ocorrem habitualmente. Além disso, o país lamentou dezenas de mortos por afogamento de pessoas que se refrescavam em zonas não habilitadas para o banho ou sem vigilância, além de três crianças mortas dentro de veículos.
Em meio à onda de calor, Paris proíbe consumo de álcool em locais públicos; cidade tem superlotação em hospitais
Medida é uma das adotadas pela capital francesa diante de recordes de altas temperaturas em decorrência de fenômeno que atinge a Europa














