Números de inflação mais favoráveis, somados à queda dos preços do petróleo, aumentaram o otimismo de continuação do ciclo de queda da Selic, o que beneficiou o índice Painéis de cotações na sede da B3, em São Paulo — Foto: Victor Moriyama/Bloomberg Em um dia mais favorável para a tomada de risco em mercados emergentes, o Ibovespa adotou um movimento mais positivo desde a abertura dos negócios nesta quinta-feira. Números de inflação mais favoráveis, somados à queda dos preços do petróleo, aumentaram o otimismo de continuação do ciclo de queda da Selic, o que beneficiou o índice. O Ibovespa chegou a subir acima de 1% no melhor momento do dia e tocar os 173.277 pontos, mas devolveu uma parte da alta durante a tarde, com a alta menos intensa de blue chips, encerrando com avanço de 0,87%, aos 171.990 pontos, distante da mínima de 170.508 pontos. Além dos dados de inflação, a proximidade do fim do mês e do semestre ajuda a provocar ajustes da carteira, o que afeta especialmente papéis de commodities. Hoje, as ações da Petrobras fecharam mistas: as ON cederam 0,12%, ao passo que as PN avançaram 0,42%, o que pode indicar que houve venda do papel por parte de investidores estrangeiros. O dia também foi de ganhos para a Vale, que avançou 1,20%. Já bancos fecharam em direções opostas: as PN do Itaú lideraram as altas, ao subir 1,78%, enquanto as units do Santander responderam pelas maiores desvalorizações, ao cair 0,68%. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 15,9 bilhões e de R$ 22,0 bilhões. O movimento no mercado local foi diferente do visto em Wall Street. Por lá, o Nasdaq cedeu 0,46%; o S&P 500 fechou estável (-0,01%); e o Dow Jones subiu 0,14%.