Deolane foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Deolane Bezerra chegando à sede da Polícia Civíl — Foto: Maria Isabel Oliveira / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 16:59 TJSP Nega Habeas Corpus a Deolane Bezerra em Caso de Lavagem de Dinheiro Ligado ao PCC O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) negou o pedido de habeas corpus para Deolane Bezerra, presa em investigação sobre esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC. Acusada de organização criminosa e lavagem de dinheiro, Deolane está detida desde maio na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. Ela nega envolvimento e alega que os valores recebidos foram por serviços advocatícios. O STF também rejeitou a prisão domiciliar. A investigação começou em 2019, após apreensão de documentos do PCC. Outros membros da facção também foram denunciados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Tribunal de Justiça de São Paulo negou, nesta quinta-feira (25), um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Deolane Bezerra, presa desde maio deste ano no âmbito da Operação Vérnix, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Em maio, já havia uma decisão liminar do TJ no mérito neste mesmo sentido. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), também já rejeitou um pedido de prisão domiciliar da influenciadora, por considerar que não houve "manifesta ilegalidade" na prisão. A influenciadora está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado. Ela nega as acusações e afirma que foi presa por ter exercido a profissão de advogada em um serviço pelo qual recebeu R$ 24 mil de cliente. Deolane foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com a investigação, ela teria recebido recursos provenientes da transportadora Lado a Lado Transportes, apontada pela polícia como uma empresa utilizada pela cúpula do PCC para movimentar e ocultar patrimônio da facção. Segundo os investigadores, a influenciadora recebeu mais de R$ 1 milhão em depósitos fracionados entre 2018 e 2021, em operações consideradas incompatíveis com a renda formal declarada e sem justificativa econômica identificada até o momento. A polícia sustenta que a projeção pública de Deolane e suas atividades empresariais formais teriam servido como uma camada de aparente legalidade para dificultar o rastreamento da origem dos recursos. Além de Deolane, também foram denunciados Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo do PCC; seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior; os sobrinhos Leonardo Herbas Camacho e Paloma Sanches Camacho; e Everton de Souza, conhecido como "Player", apontado como operador financeiro da organização criminosa. A investigação teve origem na apreensão, em 2019, de manuscritos e bilhetes atribuídos ao PCC dentro da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista. A partir da análise desse material, investigadores identificaram uma rede de empresas e operadores financeiros supostamente responsáveis por movimentar recursos da facção, o que levou às operações policiais que culminaram na prisão dos denunciados. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já negou um pedido de liberdade apresentado pela defesa. Os ministros entenderam que o caso exige análise mais aprofundada e decidiram aguardar o julgamento dos recursos pendentes no Tribunal de Justiça de São Paulo. A defesa de Deolane foi procurada pelo GLOBO, mas não se manifestou até a última atualização desta reportagem.