Sem surpresas, o PT definiu que terá o PSB na vice de suas duas principais candidaturas neste ano: a de Lula à Presidência e a de Fernando Haddad ao governo de São Paulo. Em ambos os casos, não houve sucesso na tentativa de atrair uma legenda robusta de “centro”.

Em busca do quarto mandato, Lula terá ao seu lado mais uma vez Geraldo Alckmin, considerado inclusive por figurões do PT um vice leal. Haddad, por sua vez, terá a companhia do ex-ministro Márcio França, em uma concertação para conter insatisfações e acomodar aliados também na corrida ao Senado.

Haddad cortejou, por exemplo, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, ex-secretário do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). As conversas não prosperaram e Kassab apoiará Tarcísio.

Partido de peso e alvo recorrente do interesse petista, o MDB definiu ainda em 2025 o endosso à reeleição do bolsonarista. O PL — por óbvio — e a federação União Brasil-PP tendem a seguir o mesmo caminho. Com a desistência de Paulo Serra, o PSDB também pode embarcar na volumosa aliança de Tarcísio.

Há quatro anos, com Lúcia França (PSB) na vice, Haddad reuniu PSOL, Rede e o minúsculo Agir, além de PV e PCdoB, que compõem uma federação com o PT. A projeção, agora, é repetir uma coligação à esquerda, salvo alguma grande e imprevista alteração no cenário.