Providências foram listadas em documento protocolado nesta quinta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Alerta falso exibido em celulares na madrugada deste sábado continha a expressão “Defesa Civil: misantropi4” e foi enviado após a invasão da plataforma de alertas da Defesa Civil Nacional — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 12:58 Governo reforça segurança cibernética em sistema de alertas com Idap 2.0 Após falsos alertas de "misantropia", o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional traçou um plano em três etapas para proteger o sistema de alertas contra ataques cibernéticos. As medidas incluem restrição de acesso, autenticação de dois fatores, uso de VPN e a criação da nova plataforma Idap 2.0. A primeira etapa já foi concluída, enquanto as demais estão em andamento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) traçou um plano com três etapas para proteger o sistema de Divulgação de Alertas Públicos (Idap) de novos ataques cibernéticos. A medida ocorre após a plataforma oficial disseminar alertas falsos com a palavra "misantropia" (ódio à humanidade) a milhares de pessoas em pelo menos sete Estados. Entre as correções propostas, estão a restrição do acesso apenas por meio da rede do MIDR e autenticação de duplo fator; uso obrigatório de VPN (Rede Privada Virtual) pelas Defesas Civis dos Estados e a implementação de uma nova plataforma, que deve ficar pronta até o fim de julho. As informações constam de um documento elaborado pela diretoria de Tecnologia da Informação do Ministério que foi protocolado nesta quinta-feira. "Com todas as melhorias apresentadas, essa Diretoria acredita que invasões ao sistema não se repetirão, erros humanos serão mitigados e alertas serão enviados de forma segura", diz o texto. A primeira etapa, que consistiu no bloqueio do sistema fora da rede do ministério, já foi concluída. Os usuários também passaram a ser obrigados a autenticar os seus cadastros pelo gov.br - o que impediu "acessos indevidos de hackers por meio de credenciais vazadas na deepweb", segundo o texto. A deepweb, ou "Rede Profunda", é a parte da internet que não aparece nos buscadores comuns, como o Google. É neste local onde grupos de hackers costumam vender dados e cadastros para adentrar sistemas de órgãos públicos. Já a segunda etapa visa o acesso estadual à plataforma. A proposta é alterar todas as senhas de acesso à VPN e exigir o duplo fator de autenticação - quando o usuário precisa colocar um código enviado ao seu celular para entrar no sistema, além de fazer o login. Esta fase ainda está "em andamento", segundo o documento. "Dessa forma, vamos reduzir a significativamente a quantidade de pessoas que podem encontrar o sistema na internet, restringindo a apenas Defesas Civis com VPNs instaladas e usuários previamente cadastrados em nossa rede", diz o texto. O ataque hacker que gerou os alertas falsos ocorreu justamente por meio do vazamento de duas credenciais de integrantes da Defesa Civil do Pará. O caso está sendo investigado por uma equipe especializada em crimes cibernéticos da Polícia Federal. A terceira etapa, por sua vez, deve implementar uma nova plataforma chamada de "Idap 2.0", que tem previsão de ser lançada até o fim de julho. Esse novo sistema irá limitar a "edição livre" das mensagens dos alertas, reduzindo, assim, o risco de "conteúdo impróprio, manipulação textual ou tentativa de burlar filtros de segurança". "A nova versão deverá incorporar aprimoramentos estruturais de segurança, arquitetura atualizada, maior controle de acessos, melhor rastreabilidade das operações e restrições adicionais sobre funcionalidades sensíveis", completou o documento.
Após alertas falsos, Defesa Civil coloca travas no sistema e desenvolve nova plataforma para evitar ataque hacker
Providências foram listadas em documento protocolado nesta quinta-feira














