Durante o preparo, Cândida Batista precisou fazer ajustes e refletiu sobre a diferença entre técnica e memória afetiva 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Chef testa receita de feijão criada por IA e resultado surpreende — Foto: @hi_candida | Foto em IA | CO ASSESSORIA RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 10:03 Chef Brasileira Testa ChatGPT: Receita de Feijão e Memória Afetiva A chef brasileira Cândida Batista testou o ChatGPT para recriar uma receita de feijão da infância. Embora a receita inicial parecesse promissora, ajustes foram necessários durante o preparo, destacando a diferença entre técnica e memória afetiva. O feijão resultante, apesar de tecnicamente correto, não evocou as memórias esperadas. Batista conclui que a IA pode ser útil na gastronomia, mas não substitui o valor emocional das lembranças culinárias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma receita criada por inteligência artificial consegue reproduzir o sabor de uma memória afetiva da infância? Para responder à questão, a chef brasileira Cândida Batista, que atua em um restaurante listado pelo Guia Michelin em Viena, na Áustria, decidiu testar a tecnologia na prática. Ela pediu ao ChatGPT uma versão de feijão inspirada em um preparo que aprendeu observando a mãe cozinhar e que guarda até hoje na lembrança. "Eu quis testar justamente uma receita que tem significado para mim. Não escolhi um prato qualquer. É algo que me lembra a cozinha da minha mãe, um sabor que conheço desde criança e reconheço na primeira colherada. Queria entender se a inteligência artificial conseguiria reproduzir algo que, para muita gente, está ligado à família, à infância e às memórias de casa", afirma. À primeira vista, o resultado parecia promissor. O desafio, no entanto, começou quando o preparo saiu da teoria e foi para o fogão. Segundo Cândida, foi necessário ajustar tempos, corrigir sabores e adaptar etapas ao longo do processo. "Quando li a receita, achei que tinha tudo para funcionar. Mas cozinhar envolve decisões que acontecem a cada minuto. Às vezes você precisa reduzir um molho por mais tempo, corrigir o tempero ou mudar completamente o caminho porque o ingrediente reagiu de forma diferente do esperado. Isso não aparece quando você lê uma receita pronta", explica. Com o avanço do preparo, a chef percebeu que algo escapava da lógica técnica. O feijão seguia a estrutura indicada, tinha boa textura e estava correto do ponto de vista culinário, mas não evocava as referências afetivas que ela esperava. Para ela, foi nesse ponto que os limites da tecnologia ficaram mais evidentes. "A inteligência artificial combina ingredientes, mas não sente o cheiro, não prova o molho e não entende a memória que existe em um prato. Muitas vezes, uma receita não é apenas a soma de técnicas. Ela carrega história, cultura e experiências que fazem sentido para quem cozinha e para quem come", diz. Chef brasileira Cândida Batista testa receita criada pelo ChatGPT e explica por que a IA ainda não substitui a cozinha humana — Foto: Divulgação | CO - Assessoria Apesar das diferenças observadas no resultado final, Cândida afirma que a experiência reforçou uma visão positiva sobre o uso da tecnologia na gastronomia. Segundo ela, ferramentas como o ChatGPT podem auxiliar na organização de ideias, sugerir combinações e servir como ponto de partida criativo. Ainda assim, o teste confirmou uma percepção que já tinha antes de ir ao fogão. "O feijão ficou bom. Quem provasse diria que estava correto. Mas não era exatamente o sabor que eu guardava na memória. No fim, eu não estava comparando uma receita com outra. Eu estava comparando uma receita com uma lembrança", conclui.
Chef brasileira coloca ChatGPT à prova com receita de feijão da infância e resultado surpreende
Durante o preparo, Cândida Batista precisou fazer ajustes e refletiu sobre a diferença entre técnica e memória afetiva








