Por Clarissa Palácio

A gastronomia brasileira vive um momento de transformação silenciosa, mas profunda. Depois de décadas em que parte da alta gastronomia buscava referências externas para legitimar técnicas e experiências, cresce um movimento que coloca o território nacional, os ingredientes locais e as histórias pessoais no centro da mesa. A valorização da brasilidade deixou de ser tendência para se tornar estratégia criativa, cultural e econômica.

Ao mesmo tempo, a tecnologia avança sobre um setor tradicionalmente associado à intuição, à oralidade e ao trabalho manual. Ferramentas de inteligência artificial, análise de dados e sistemas de gestão já fazem parte da rotina de restaurantes de diferentes portes. A inovação não está necessariamente na receita, mas nos bastidores que sustentam a experiência gastronômica, desde o controle de desperdícios até a personalização do atendimento.

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