PUBLICIDADE A previsão mais recente era de 1,6%. Revisão se deve ao mercado de trabalho forte e a medidas de estímulo de crédito do governo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O edifício do Banco Central, em Brasília — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 09:18 Banco Central estima crescimento do PIB de 2% para 2026, impulsionado por estímulos fiscais e mercado de trabalho forte O Banco Central revisou a projeção de crescimento do PIB do Brasil para 2% em 2026, impulsionado por um mercado de trabalho robusto e estímulos fiscais e creditícios, somando R$ 215 bilhões. A inflação para 2028 foi projetada em 3,69%, com meta de 3% no horizonte relevante. O Copom reduziu a Selic para 14,25%, avaliando cenários para estabilizar a inflação sem comprometer o crescimento econômico. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Banco Central (BC) revisou, nesta quinta-feira, a projeção de crescimento da economia brasileira de 1,6% para 2% com um mercado de trabalho forte e medidas de estímulo de crédito do governo. “A projeção de crescimento do ‌PIB para 2026 foi revisada de 1,6% para 2,0% principalmente pela surpresa positiva no resultado do primeiro trimestre e pela melhora nas perspectivas para ‌a agropecuária e a indústria extrativa”, disse o BC no documento. O BC aponta que a ​atividade econômica registrou aceleração, com uma resiliência no mercado de trabalho. A revisão, segundo o BC, acontece também em meio à medidas “estímulos de natureza fiscal e creditícia”, que foram lançados pelo governo neste ano de eleição. Cálculos do economista do Insper, Marcos Mendes apontam que, juntas, as medidas já somam R$ 215 bilhões (1,6% do PIB, o total de produtos e serviços gerados na economia). No total da expansão fiscal (soma dos gastos com a renúncia de receita), R$ 97 bilhões, ou 45%, são em despesas “financeiras”. São classificados nessa rubrica os recursos que o Tesouro disponibiliza para as linhas de crédito subsidiado para a aquisição de caminhões, ônibus e carros para taxistas e motoristas de aplicativo, todas operadas pelo BNDES. Inflação Em relação à inflação, o BC detalhou a projeção para o ano de 2028, que subiu de 3,50% para 3,69%. Atualmente, o BC considera o primeiro trimestre de 2028 como horizonte relevante, período considerado para as decisões sobre cortes da taxa básica de juros, a Selic. Na última ata de reunião do Copom, o BC projetou que a inflação pode convergir com a meta de 3,0% neste período, que passa a ser o horizonte relevante na próxima reunião do Copom, em agosto. Em sua última reunião, em 17 de junho, o Comitê de Política Monetária (Copom), em decisão unânime, reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. Na ata da reunião publicada nesta semana, o comitê avaliou cenários de pausa e retomada do processo de queda da taxa Selic para poder levar a inflação à meta de 3,0% com menor "flutuação" do crescimento econômico do país. Para este ano, o BC manteve uma projeção de inflação de 5,2%. Para 2027, a inflação projetada é de 3,7%.