A discussão sobre saúde mental corporativa avançou nos últimos meses, mas o letramento emocional ainda falta na maioria das empresas brasileiras. Para o psicólogo Rossandro Klinjey, especialista em saúde coletiva e formação de lideranças, a entrada em vigor da NR-1 trouxe visibilidade ao tema, porém não resolve a raiz do problema.

Segundo ele, cumprir a norma regulamentadora não significa compreender o peso emocional das relações de trabalho. Por isso, defende que empresas precisam ir além da exigência legal e investir em formação para reconhecer e lidar com emoções dentro das equipes.

Norma chega, mas desafio é maior

Klinjey afirma que a NR-1 cumpre um papel simbólico ao colocar a saúde psicológica como risco real à carreira e à vida, e não como fragilidade pessoal. Para ele, no entanto, nenhuma norma consegue regular sozinha a forma como pessoas lidam com limites, conflitos e emoções no ambiente profissional.

“Existe uma dimensão que nenhuma norma consegue regular sozinha: a forma como as pessoas aprendem a lidar com suas emoções, seus limites, suas relações e seu próprio sentido de vida”, diz Klinjey.