A B3 concluiu um ciclo de treinamento em inteligência artificial que passou por todos os seus funcionários, em níveis básico, intermediário e avançado. O programa, iniciado em 2023, inclui trilhas diferenciadas por área e função, com maior profundidade para equipes de tecnologia, e parcerias com Microsoft, Oracle e Alura. A empresa tem cerca de 3.000 funcionários.
A executiva defende que o investimento em requalificação é também uma resposta ao risco de perda de funções para a automação —e que o impacto inicial deve recair sobre cargos de entrada. Segundo pesquisa do FGV/Ibre de abril, a IA já reduz emprego e renda de jovens brasileiros.
"A gente precisa pensar como vai mudar a característica desses cargos. Como que eu vou pegar o que essa pessoa faz hoje, automatizar, e essa pessoa tem que fazer algo além", diz. Na visão dela, profissionais em início de carreira têm vantagem nesse processo por serem mais adaptáveis. Eles podem atuar em múltiplas áreas antes de se especializar.
Caffaro argumenta que treinar quem já conhece a operação sai mais barato do que contratar prontos de fora. Na B3, onde a rotatividade é baixa e o conhecimento institucional é considerado um ativo, a lógica é manter as pessoas e atualizar suas competências.









