Combinação de cores precisa obedecer a critérios da Fifa, que sugeriu uniforme, mas teve pedido de troca da CBF. Cor vermelha só será usada em caso de necessidade e é abandonada comercialmente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Alisson usará camisa verde contra a Escócia após veto da CBF sobre a cor vermelha escolhida pela Fifa — Foto: AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 18:48 CBF veta vermelho e Alisson jogará de verde contra a Escócia O goleiro Alisson usará uniforme verde contra a Escócia, após a CBF vetar a camisa vermelha, parte de uma coleção aprovada pela FIFA. A decisão, além de seguir critérios de distinção de cores em campo, reflete diretrizes políticas do presidente da CBF, Samir Xaud, que se opôs ao uso do vermelho, associado ao PT e ao presidente Lula, preservando tradições e evitando polêmicas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A ausência da camisa vermelha do goleiro Alisson no jogo da seleção brasileira contra a Escócia tem uma explicação que passa pelo veto político da CBF e consequentemente impacta na decisão comercial de não usar o uniforme: a camisa vermelha do goleiro faz parte da nova coleção e atende às exigências da FIFA para evitar conflitos de cores em campo, mas só será usado pela seleção brasileira em caso de emergência, apurou o blog. Pelo regulamento, cada uniforme de linha precisa ter quatro opções de uniforme para goleiro. Como há cinco conjuntos diferentes em campo — dois times, dois goleiros e a arbitragem —, todas as cores precisam ser facilmente distinguíveis. Por isso, a CBF definiu para esta Copa do Mundo os conjuntos lilás, rosa, verde e preto para seus goleiros. Contra a Escócia, Alisson usará o verde. Fifa montou uniformes de Brasil e Escócia com Alisson de vermelho, mas CBF pediu para trocar para verde — Foto: Reprodução Por exemplo, a camisa preta de goleiro não é permitida com o uniforme azul, que é escuro, então ela só se encaixa no uniforme amarelo. O Brasil já utilizou o goleiro de vermelho na Copa de 2014. Fazia parte da estratégia comercial. Neste momento, a cor perdeu força, mas chegou a ser escolhida pela FIFA para a partida desta quarta-feira, pois está dentre as disponíveis da coleção do Brasil. O blog apurou, porém, que o modelo chegou a ser desenvolvido para os goleiros, assim como outras variações, como laranja e cinza, mas ficou reservado apenas para uma eventual necessidade, caso haja conflito de cores. Nos bastidores, porém, dirigentes da CBF admitem que a retirada do vermelho também acompanha uma diretriz adotada pelo presidente Samir Xaud desde que assumiu o comando da entidade, no ano passado. Foi ele quem vetou o projeto da Nike que previa um segundo uniforme vermelho para os jogadores de linha, substituindo o tradicional azul, depois de críticas com pano de fundo político. A orientação acabou sendo estendida também aos uniformes de goleiro. Assim, embora o vermelho exista como opção técnica e possa ser acionado apenas em situações excepcionais por exigência da FIFA, ele deixou de integrar a coleção oficial utilizada pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. Portanto, a camisa vermelha de goleiro não é nem comercializada pela Nike. Entenda o caso A existência da camisa veio a público em abril de 2025, quando foram divulgadas imagens de um modelo predominantemente vermelho, com detalhes pretos e o símbolo da Jordan Brand no lugar do tradicional logotipo da Nike. O uniforme havia recebido o aval de Ednaldo Rodrigues, então presidente da CBF. Naquele momento, porém, a entidade afirmou em nota que as imagens não eram oficiais e garantiu que os padrões amarelo e azul seriam preservados. Meses depois, o novo presidente da confederação, Samir Xaud, confirmou que a peça realmente estava sendo fabricada. A proposta provocou críticas por dois motivos. Parte dos torcedores e de políticos de direita relacionou o vermelho ao PT e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, transformando o uniforme em mais um capítulo da disputa política em torno dos símbolos nacionais. A rejeição, no entanto, não ficou restrita a esse grupo: jornalistas, ex-jogadores e torcedores de diferentes posições políticas também argumentaram que o vermelho romperia a identidade histórica da seleção e substituiria o azul, cor consagrada como segundo uniforme no primeiro título mundial do Brasil, em 1958. Poucos dias depois de assumir a CBF, em maio de 2025, Samir Xaud convocou uma reunião de emergência com a Nike e pediu que a fabricação fosse interrompida. O dirigente afirmou que tomou a decisão não por razões políticas, mas para preservar as cores presentes na bandeira brasileira, e disse que também não havia gostado do desenho. A fornecedora produziu então o modelo azul lançado oficialmente em março deste ano, mantendo a parceria com a Jordan Brand e o símbolo de Michael Jordan. É essa camisa, criada depois do veto ao vermelho, que a seleção usou contra o Haiti.