Desde 2016, a agência NHTSA abriu quase 50 investigações especiais sobre acidentes envolvendo veículos Tesla que supostamente utilizavam sistemas avançados de assistência à condução A Tesla foi processada pela família de uma pessoa de 76 anos do Texas que morreu na semana passada quando um motorista utilizando o sistema automatizado de assistência à condução de seu Model 3 colidiu contra sua casa em um subúrbio de Houston, informaram os advogados da família. De acordo com a ação ajuizada na terça-feira (23), a fabricante de veículos elétricos de Elon Musk deve ser responsabilizada pela morte de Martha Avila, refletindo sua suposta negligência grave e falha em alertar que os sistemas Autopilot e Full Self-Driving apresentavam defeitos. A filha de Avila, Jennifer Barbour, e seu marido, Justin Barbour, afirmaram que o motorista do Model 3, Michael Butler, disse às autoridades que havia acionado o Autopilot antes de atravessar a parede frontal da residência de Avila, em Katy, no Texas, em 19 de junho, deixando-a presa sob os destroços. Ela morreu posteriormente em um hospital próximo, segundo a ação. Justin Barbour afirmou que também ficou ferido. O processo, apresentado em um tribunal estadual do condado de Harris, no Texas, pede mais de US$ 1 milhão em indenizações, além de danos punitivos, em razão do suposto “desprezo imprudente por um risco substancial de lesões corporais graves” por parte da Tesla. A Tesla e Elon Musk não responderam imediatamente aos pedidos de comentário. Musk, a pessoa mais rica do mundo, publicou na rede social X na noite de segunda-feira: “O FSD dirige devagar em ruas residenciais e este foi um acidente em alta velocidade!” Ashok Elluswamy, vice-presidente de software de inteligência artificial da Tesla, publicou separadamente no X que “o motorista desativou manualmente a condução autônoma ao pressionar o acelerador até 100% nesta área residencial”. Investigações sobre a Tesla A Administração Nacional de Segurança no Tráfego Rodoviário dos Estados Unidos (NHTSA, na sigla em inglês) vem investigando o acidente. Desde 2016, a agência abriu quase 50 investigações especiais sobre acidentes envolvendo veículos Tesla que supostamente utilizavam sistemas avançados de assistência à condução. Cerca de duas dezenas de mortes foram registradas. Em março, a NHTSA ampliou sua investigação sobre 3,2 milhões de veículos Tesla equipados com o sistema Full Self-Driving, por preocupações de que o sistema possa falhar ao detectar ou alertar motoristas em condições de baixa visibilidade. Em 2023, a Tesla realizou um recall de cerca de 2 milhões de veículos — praticamente todos os seus carros elétricos em circulação nos Estados Unidos — para reforçar que os motoristas mantenham a atenção ao utilizar o Autopilot. A Tesla afirma que o Autopilot permite que os veículos mudem as rodas de direção, acelerem e freiem dentro de suas faixas, enquanto o Full Self-Driving possibilita obedecer sinais de trânsito e realizar mudanças de faixa. A montadora também afirma que ambas tecnologias exigem motoristas “totalmente atentos”, com as mãos no volante. Butler também figura como réu na ação movida pelos Barbour. Não está claro se ele possui advogado. As tentativas de contato com ele não tiveram sucesso imediato. Os advogados dos Barbour também não responderam imediatamente aos pedidos de comentários adicionais. — Foto: Patrick T. Fallon/Bloomberg
Tesla é processada por acidente fatal no Texas ligado a software de direção
Desde 2016, a agência NHTSA abriu quase 50 investigações especiais sobre acidentes envolvendo veículos Tesla que supostamente utilizavam sistemas avançados de assistência à condução










