A principal agência federal de segurança rodoviária dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira que está a investigar um acidente com um Tesla que causou a morte de uma mulher no Texas, na sexta-feira, dia 19 de Junho.O condutor terá dito à polícia que uma função de assistência à condução estava activa quando o seu Model 3 saiu da estrada “a grande velocidade” e colidiu com uma casa, segundo as autoridades locais. Uma mulher que se encontrava no interior da habitação, Martha Avila, de 76 anos, foi transportada de helicóptero para um hospital, onde foi declarada morta, informou o gabinete do xerife do condado de Harris num comunicado divulgado no sábado. O condutor não apresentava sinais de embriaguez, afirmou a polícia.Em Março, a NHTSA intensificou a sua investigação sobre 3,2 milhões de veículos Tesla equipados com o sistema FSD, devido a receios de que este possa não conseguir detectar ou alertar os condutores em condições de fraca visibilidade.Versões contraditóriasO gabinete do xerife do condado de Harris afirmou, em comunicado, que o condutor referiu que conduzia o veículo “com um sistema de assistência à condução automatizado activado no momento do acidente”.

A filha da vítima, Jennifer Barbour, que estava na residência quando o acidente ocorreu, disse à KHOU, uma estação de televisão de Houston, que não sabia a quem atribuir a culpa. “Não sei se a culpa é dele, do carro ou o que realmente aconteceu”, disse. “Nunca vi um carro a ir tão depressa.”O CEO da Tesla, Elon Musk, questionou a cobertura mediática do incidente, na rede social X, afirmando que uma reportagem da Business Insider sobre a investigação “Não faz sentido”. “O FSD circula lentamente pelas ruas do bairro e este foi um acidente a alta velocidade!”, acrescentou.Ashok Elluswamy, responsável da Tesla no domínio da condução autónoma, respondeu a Musk, sustentando que o condutor terá desactivado o modo de condução autónoma, ao pressionar totalmente o acelerador. Segundo Elluswamy, o Tesla terá atingido uma velocidade de quase 120 km/h e o condutor terá continuado a pressionar o acelerador, mesmo após o acidente.A NHTSA costuma abrir, anualmente, mais de 100 inquéritos especiais sobre acidentes relacionados com tecnologias emergentes e outras potenciais questões de segurança automóvel. Essas investigações já contribuíram, no passado, para o desenvolvimento de normas de segurança relativas aos airbags. Em Outubro, a NHTSA iniciou uma investigação separada sobre 2,88 milhões de veículos Tesla equipados com o sistema FSD, na sequência de mais de 50 denúncias de infracções de segurança rodoviária e de uma série de acidentes.