Genebra (EFE).- A onda de calor que afeta milhões de pessoas em 24 países da Europa pode se prolongar por pelo menos as duas próximas semanas, segundo informou nesta quarta-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que alertou para os efeitos em cadeia na atividade econômica, nas infraestruturas, na agricultura e no meio ambiente.

De acordo com um dos centros europeus de monitoramento climático da OMM, liderado pelo serviço meteorológico alemão (DWD), a onda de calor se estenderá por parte da Europa ocidental, central e meridional nas próximas duas semanas, com um progressivo deslocamento do foco de calor em direção aos Bálcãs.

Em seu boletim sobre a situação atual, a agência meteorológica da ONU lembrou que a França registrou o dia mais quente de sua história (29,3 graus de média em 23 de junho), enquanto se espera que em áreas da Espanha as temperaturas atinjam 44 graus e amplas regiões da Suíça estão em alerta vermelho de nível máximo devido ao calor.

As temperaturas atuais oscilam entre 3 e 10 graus Celsius acima da média semanal para esta época do ano, com máximas absolutas diárias superiores a 35 graus, ou inclusive a 40 graus no sudoeste, segundo a OMM.

A agência alerta que ainda mais preocupante é o fato de as temperaturas mínimas não baixarem atualmente de 20 graus, dando lugar às conhecidas «noites tropicais», que dificultam o sono e a recuperação de muitas pessoas.