PUBLICIDADE Iván Cepeda aceita resultado da apuração e se distancia de Gustavo Petro, que continua questionando a eleição presidencial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Iván Cepeda fala a apoiadores após derrota na Colômbia e pede 'vigilância' — Foto: RAUL ARBOLEDA/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 12:26 Iván Cepeda reconhece vitória de Abelardo de la Espriella na Colômbia e destaca aceitação democrática Iván Cepeda, candidato de esquerda na Colômbia, reconheceu a vitória do ultra-direitista Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais, destacando uma aceitação democrática do resultado. Apesar da derrota, o Pacto Histórico, coalizão de Cepeda, obteve uma significativa representação no Congresso. Enquanto isso, o presidente Gustavo Petro, aliado de Cepeda, inicialmente questionou os resultados, mas posteriormente moderou seu discurso em prol do diálogo nacional. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Três dias após o segundo turno mais apertado da história da Colômbia, o candidato de esquerda Iván Cepeda reconheceu a vitória do ultradireitista Abelardo de la Espriella. Em pronunciamento à nação, o senador do Pacto Histórico afirmou que aceitou o resultado da apuração oficial e declarou que o adversário é o novo presidente da República. — Nesta etapa da apuração, decidi aceitar o resultado que emerge desse processo. Abelardo de la Espriella é o novo presidente da República — afirmou Cepeda, acrescentando que a esquerda exercerá uma “oposição democrática e construtiva” durante o próximo governo. Desde a noite da eleição, realizada no domingo, ele havia reconhecido os números da pré-apuração, mas defendia aguardar a conclusão do escrutínio oficial. A declaração ocorreu após a Registradoria Nacional informar que a apuração municipal terminou com 99,997% de coincidência em relação aos resultados preliminares. O reconhecimento da derrota também foi feito no mesmo dia em que o Conselho Nacional Eleitoral se preparava para oficializar a vitória de Espriella. A posição adotada por Cepeda contrasta com a do presidente Gustavo Petro. Aliado político do candidato, o mandatário vinha questionando o resultado eleitoral desde a divulgação da pré-apuração, argumentando que a diferença entre os candidatos era estreita demais para que um vencedor fosse proclamado antes do fim do processo de contagem dos votos. Na terça-feira, porém, Petro moderou o discurso. Em mensagens publicadas no X, afirmou que o processo de transição de governo será iniciado e defendeu o diálogo entre os colombianos: “Estamos divididos ao meio e é hora de nos reconhecermos, nos respeitarmos e chegarmos a acordos”, escreveu. Apesar disso, o presidente também comparou o apoio do presidente americano, Donald Trump, a Espriella aos “ataques híbridos russos” que levaram a Justiça da Romênia a anular as eleições presidenciais do país em 2024. A comparação foi mais um dos argumentos apresentados por Petro para questionar a legitimidade do resultado eleitoral. Enquanto aguardava a conclusão da apuração, Cepeda havia destacado a força política do Pacto Histórico, afirmando que a coalizão representa “metade do país em termos políticos”. Embora sua campanha tenha apresentado mais de 50 mil contestações à contagem preliminar, o senador já havia declarado que aceitaria o resultado oficial quando ele fosse divulgado. Com 12,7 milhões de votos no segundo turno, Cepeda alcançou a maior votação já obtida pela esquerda na história da Colômbia. Apesar da derrota presidencial, o Pacto Histórico garantiu nas eleições legislativas de março 25 das 102 cadeiras do Senado e 42 das 182 vagas da Câmara dos Representantes. A expectativa é que Cepeda lidere a oposição ao novo governo a partir da cadeira no Senado reservada pela legislação colombiana ao candidato derrotado no segundo turno presidencial. Já o Pacto Histórico terá a maior bancada do Congresso, embora sem maioria parlamentar. Em atualização.
Candidato de esquerda reconhece derrota e confirma vitória de Abelardo de la Espriella na Colômbia
Iván Cepeda aceita resultado da apuração e se distancia de Gustavo Petro, que continua questionando a eleição presidencial













