Gerando resumoBRASÍLIA – Iván Cepeda, candidato à presidência da Colômbia apoiado pelo atual ocupante do cargo, Gustavo Petro, anunciou na noite deste domingo, 21, que pedirá a impugnação de 33 mil mesas eleitorais e aguardará esse resultado para reconhecer o resultado presidencial. A contagem dos votos feita neste domingo consagrou o advogado Abelardo de la Espriella, um milionário de 47 anos, com discurso contra as guerrilhas e de rejeição a Petro, como vencedor. Apurados 99,45% dos votos, Espriella obteve 49,67% dos votos e Cepeda 48,69%.Cepeda é o candidato apoiado pelo atual presidente, Gustavo Petro. Foto: Raul Arboleda/AFPPUBLICIDADESegundo as regras colombianas, os votos apurados neste domingo na pré-contagem ainda precisam ser chancelados pela avaliação de juízes.“Reconhecemos o primeiro resultado, mas devemos informar que nosso grupo de observadores, advogados estão procedendo a impugnar 33 mil urnas em todo o país”, disse Cepeda, em discurso a apoiadores. “Uma vez que chegue o resultado final do escrutínio sejam feitas as verificações correspondentes, reconheceremos o resultado oficial que emane.”PublicidadeNesse mesmo pronunciamento aos eleitores, Cepeda criticou o adversário. “Não recorremos a nenhum governo estrangeiro para fazer interferência política nas nossas eleições”, afirmou. “Não permitiremos que violentem a democracia, nem nos assustam as ameaças de violentar nosso exercício político. Somos uma força resistente.”Segundo as pesquisas, Abelardo de la Espriella estava em vantagem. Mais de 41 milhões de pessoas foram convocadas a votar em uma jornada que terminou tranquila.Espriella afirmou à AFP que buscará o apoio de Trump e de Israel para atacar a guerrilha com bombardeios e pulverizações de plantações ilícitas no maior produtor mundial de cocaína. Com dupla nacionalidade (colombiana e americana), ele se opõe à chamada “paz total”, com a qual Petro pretendia enterrar décadas de conflito armado. Segundo analistas, as organizações criminosas aproveitaram a trégua para enriquecer e se expandir.Uma década após o acordo de paz com as Farc, a campanha foi marcada pela violência de grupos armados, com o uso de bombas e drones explosivos, além do assassinato de um candidato presidencial.PublicidadeDe la Espriella culpa Petro, a quem chama de “chefe da máfia”, e ameaça levá-lo à justiça dos Estados Unidos.