* Por Vinícius Tavares Araújo
Por muito tempo, nos acostumamos a tratar inovação como sinônimo de novos produtos. Em diversos setores industriais, essa lógica ainda prevalece, sustentada por disputas centradas em desempenho técnico, eficiência e preço. Mas esse modelo começa, aos poucos, a perder força diante de um ambiente de negócios cada vez mais orientado por dados, serviços e experiência do cliente.
O que tenho observado é que a transformação digital, somada à pressão por práticas mais sustentáveis, vem forçando empresas a revisitar não apenas o que entregam ao mercado, mas principalmente como geram valor ao longo de toda a jornada do cliente. A inovação deixa de ser incremental e passa a assumir um caráter muito mais estrutural. Não se trata mais de melhorar o que já existe, mas de desenvolver novos modelos de negócio, criar serviços recorrentes e estruturar ecossistemas capazes de sustentar relações mais duradouras.
Uma das mudanças mais relevantes nesse processo é a transição de modelos baseados exclusivamente em produto para estratégias que combinam produto, serviço e inteligência de dados. Na prática, isso significa sair de uma competição por atributos técnicos e avançar para soluções que impactam diretamente o desempenho dos clientes, seja reduzindo custos, seja aumentando produtividade.










