0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados Erika Hilton publicou nesta terça-feira um longo texto em suas redes sociais no qual acusa a direção do PSOL de descumprir um acordo para sua permanência no partido e privilegiar candidaturas brancas e cisgênero na distribuição de recursos para as campanhas. Em pauta, a divisão do Fundo Eleitoral entre os candidatos da legenda. Mas o que está por trás dessa queda de braço? Um dos pontos pactuados foi a distribuição igualitária para candidatos à reeleição. O valor ainda não está definido, mas, segundo quem acompanha as tratativas internas, deve ser um pouco superior a R$ 2 milhões. Também poderiam entrar nessa categoria outras candidaturas de maior apelo, o que inclui Natália Boulos, mulher de Guilherme Boulos e estreante em eleições. De acordo com interlocutores da cúpula do PSOL, a inclusão de Natália como uma prioridade foi um dos pedidos feitos pela Revolução Solidária, grupo de Boulos e Erika, além de não haver uma diferenciação em relação aos demais nem sofrerem represálias por quase terem migrado para o PT. À coluna, Erika afirmou que se comprometeu a permanecer no PSOL para que a sigla alcançasse a cláusula de barreira e, para isso, teria direito a recursos a mais definidos para uma categoria de puxadores de voto. A parlamentar conta que foi informada por aliados de que a executiva nacional apresentou uma planilha que não a teria incluído na faixa combinada e que não teve acesso ao documento. Auxiliares de Erika relatam que a sigla descumprido esse acordo somente no caso dela e citam que na chapa estadual, Luiza Erundina receberia a mais que aqueles que tentam se reeleger. Interlocutores da deputada ainda acusam o PSOL de desmontar a política de distribuir recursos a mais para minorias, como mulheres, negros, LGBTs e pessoas com deficiência. Do outro lado, auxiliares da direção nacional afirmam que Erika terá direito a essa quantia extra que favorece candidaturas de minorias. Aliados da presidente Paula Coradi, citada nominalmente por Erika em seu post, contestam a comparação com as candidaturas de Manuela D’Ávila e Juliano Medeiros. No caso de Manuela, por se tratar de uma eleição majoritária, já que ela deve disputar o Senado. E em relação a Medeiros, lembram que se trata de um ex-presidente da legenda. Erika, no entanto, contesta o critério e defende que, para o partido, é importante fortalecer quem pode ajudar a superar a cláusula de barreira. E argumenta que a legenda deveria valorizar quem já estava no partido. Recém-chegada, Manuela receberia o teto estipulado pelo PSOL. A avaliação alguns correligionários é de que Erika está pavimentando o caminho para sua saída no futuro e ampliando o desgaste político, acirrado desde as discussões sobre uma federação com o PT. Após a publicação em suas redes, a deputada recebeu o apoio de aliados, como o vereador Rick Azevedo, fundador do movimento contra a escala 6x1, e a deputada estadual Renata Souza.