Deputada questionou os critérios adotados para financiamento das campanhas e comparou o valor a ser recebido por ela com a verba prevista para outros nomes da sigla 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 17:22 Erika Hilton acusa PSOL de romper acordos e inviabilizar candidaturas Erika Hilton, deputada federal, acusou o PSOL de romper acordos internos sobre a distribuição de recursos de campanha, alegando que a sigla estaria inviabilizando sua candidatura e a de outros membros. Hilton destacou desigualdades na alocação de recursos, citando a necessidade de maior apoio logístico e segurança devido à sua condição de deputada negra e travesti. Ela criticou a gestão atual por desfazer políticas de inclusão e ressaltou o impacto negativo na viabilidade do PSOL. A direção do partido não respondeu até o momento. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A deputada federal Erika Hilton acusou a presidência nacional do PSOL de “rasgar” acordos firmados internamente sobre distribuição de recursos para a campanha deste ano. A parlamentar afirma que a sigla estaria “inviabilizando” sua candidatura e a de outros nomes da legenda que, assim como ela, permaneceram no partido para ele “superar a cláusula de barreira e eleger bancadas fortes”. "Tenho um orgulho imenso de ter ajudado a levar a luta pelo fim da escala 6x1 para o Brasil inteiro. As ruas estão do nosso lado. Mas fazer campanha no nosso país não é igual para todos. Sou uma deputada negra e travesti", destacou Erika em postagem nas redes sociais. "Para viajar São Paulo, maior estado do país, puxando votos, preciso de uma logística imensa e de um esquema de segurança fortíssimo. Nossos corpos correm riscos que a burocracia do partido não pode simplesmente ignorar, com o risco de inviabilizar nossa pré-candidatura à reeleição, rebaixar o máximo potencial dos nossos votos… e colocar em risco nossa integridade física", completou. Em março, o grupo de Erika decidiu disputar as eleições deste ano pelo PSOL, mesmo após o diretório nacional decidir não ingressar na federação PT-PCdoB-PV. A união era defendida pela deputada e pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL). Comparação de recursos A deputada questionou os critérios adotados para financiamento das campanhas e comparou o valor a ser recebido por ela com a verba prevista para outros nomes, com menos tempo no Congresso ou na federação PSOL-Rede. Erika cita os deputados estaduais Renata Souza (RJ), Rick Azevedo (RJ) e Carlos Giannazi (SP) como outros parlamentares insatisfeitos com a gestão. "Hoje, Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu. Manuela d'Ávila, que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que o dobro. Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis sobrepondo tudo: os acordos feitos conosco, cálculos eleitorais sérios… A inteligência política passou longe", afirmou. Ela defende haver uma "tentativa de asfixiar quem está na linha de frente em detrimento de um perfil de pré-candidaturas bem específico, de grupos que só pensam em si mesmos e estão, mais uma vez, arriscando a viabilidade do PSOL". Críticas à presidência nacional Outro ponto criticado pela deputada é a condução da atual presidente nacional da legenda, Paula Coradi, da política nacional de inclusão da sigla para critérios de gênero, raça e pessoas com deficiência. “O PSOL simplesmente desmontou a sua política nacional de inclusão que garantia repasses nacionais justos com ajustes por gênero, raça e para pessoas com deficiência (PCD), exatamente no momento em que o próprio Tribunal Eleitoral reconhece a importância histórica e a necessidade dessa política. É um retrocesso inaceitável”, disse. O GLOBO procurou a direção nacional do PSOL, mas não teve resposta até a publicação da reportagem. O texto será atualizado em caso de retorno.
Erika Hilton acusa PSOL de 'rasgar' acordos sobre distribuição de recursos e 'inviabilizar' candidatura
Deputada questionou os critérios adotados para financiamento das campanhas e comparou o valor a ser recebido por ela com a verba prevista para outros nomes da sigla






