Quase 70% do resultado vem de empresas com mais de 500 funcionários A indústria da transformação respondeu por mais de 90% da receita e do pessoal ocupado do setor industrial brasileiro em 2024. É o que mostrou a Pesquisa Industrial Anual (PIA) – empresa, de 2024, divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No levantamento de 2024, a amostra de empresas foi de 54.244 indústrias, sediadas em território nacional com, no mínimo, uma pessoa ocupada em 31 de dezembro de 2023. Com essa amostragem, os pesquisadores do IBGE mapearam receita líquida de vendas de R$ 6,8 trilhões do setor industrial em 2024, sendo R$ 483 bilhões originadas de indústrias extrativas; e R$ 6,3 trilhões referentes à indústria da transformação. Assim, na prática, as indústrias da transformação responderam por 92,9% da receita da indústria brasileira, naquele ano. O IBGE informou ainda que a receita do setor continua concentrada em grandes empresas. As indústrias de grande porte, com 500 ou mais pessoas ocupadas, responderam por 67,9% da receita líquida total do setor industrial (R$ 4,6 trilhões), em 2024. “A fabricação de produtos alimentícios foi destaque”, acrescentou Marcelo Miranda, pesquisador do IBGE, ao detalhar os dados. O segmento, sozinho, respondeu por 23% do total da receita líquida do setor industrial, em 2024, disse ele. Outro destaque das indústrias de transformação, em 2024, foi na participação em postos de trabalho, do setor industrial. Do total de 8,7 milhões ocupados na área, 8,4 milhões eram originados da indústria da transformação. Indústria extrativa respondeu por 249,1 mil postos de trabalho naquele ano, informou o IBGE no estudo. Tendo em vista esse contexto de maior número de trabalhadores no setor industrial de transformação, 94,9% dos salários pagos ao setor industrial, em 2024, foram originados da indústria da transformação. Já o salário médio, naquele ano, ficou em 3 salários mínimos no setor industrial como um todo, informaram os pesquisadores do IBGE na análise. Entretanto, somente na indústria extrativa o salário médio foi maior, em 5,4 salários mínimos, “puxado” por indústria de extração de petróleo e gás (média de 17,5 salários mínimos em 2024). Já na indústria da transformação o salário médio em 2024 ficou em 2,9 salários mínimos. Os dados da pesquisa veiculados nesta quarta-feira (23) não são comparáveis a de edições anteriores, do mesmo levantamento. Em nota técnica sobre o tema, o instituto explicou que o IBGE alterou a forma de identificar quais empresas industriais são consideradas ativas, na PIA-Empresa, a partir do ano-base de 2024. O instituto lembrou que a base de dados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) deixou de fornecer o indicador de atividade das empresas. Assim, o IBGE passou a utilizar novos critérios, combinando informações de empregados e de declarações fiscais. Essa mudança provocou quebra da série histórica, ou seja, os resultados de 2024 deixam de ser totalmente comparáveis aos anos anteriores, principalmente entre as empresas muito pequenas, com menos de cinco empregados. Indústria de alimentos foi destaque em 2024 — Foto: Claudio Belli/Valor
IBGE: Indústria da transformação respondeu por mais de 90% de receita do setor industrial em 2024
Quase 70% do resultado vem de empresas com mais de 500 funcionários






