Rick Azevedo, pré-candidato a deputado federal, também vai às redes citar distribuição do fundo da sigla, que rebate e diz que repasse 'está em conformidade' com os objetivos da legenda 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Erika Hilton e Rick Azevedo — Foto: Agência Câmara e reprodução/Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 09:30 Rick Azevedo e Erika Hilton criticam PSOL por distribuição desigual de recursos eleitorais O vereador mais votado do PSOL no Rio, Rick Azevedo, manifesta descontentamento nas redes sobre a distribuição de recursos do partido, apoiando a crítica de Erika Hilton. Ambos alegam que o PSOL desrespeitou acordos internos, prejudicando suas candidaturas. Erika, deputada negra e travesti, destaca desigualdades no financiamento de campanhas, enquanto o PSOL afirma que o apoio a minorias é prioridade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Vereador mais votado do Rio de Janeiro, o pré-candidato a deputado federal pelo estado Rick Azevedo também foi às redes sociais reclamar sobre o repasse do fundo eleitoral para sua campanha pela direção do PSOL. O influenciador endossou a reivindicação da deputada Erika Hilton (SP) feita nesta terça-feira pelo X, relatando que a sigla "rasgou" acordos firmados internamente, inviabilizando sua candidatura e a de outros nomes da legenda. "Não aceitarei ser negligenciado de novo pela presidência do PSOL, Paula Coradi", postou o vereador, compartilhando o trecho de uma notícia com as críticas de Erika Hilton. No texto publicado, Azevedo relata que o custo de sua campanha vencedora em 2024 foi de R$ 2,04 por eleitor, o mais baixo das eleições. Rick Azevedo é o criador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT), e ganhou repercussão graças às suas publicações nas redes sociais se posicionando contra a escala 6x1. Nascido no Tocantins e no Rio de Janeiro há uma década, Azevedo se tornou conhecido por produzir vídeos no TikTok se posicionando contra a formatação do regime CLT. Ele foi eleito há dois anos mesmo sendo o político do partido a ganhar menos recursos naquele ano. A prestação de contas armazenada no Divulgacand mostra que Rick declarou não possuir bens e gastou, ao todo, R$ 46.853 em sua campanha. Em contrapartida, ao menos 15 outros postulantes do Rio de Janeiro contaram com mais suporte do que o militante. Luciana Boiteux, nome conhecido do PSOL, teve quase R$ 350 mil para buscar votos. O mesmo ocorreu com Paulo Pinheiro. Nenhum dos dois foi eleito. Além de Rick, o PSOL elegeu na Câmara do Rio Mônica Benício, William Siri e Thais Ferreira. Todos obtiveram mais de R$ 300 mil em recursos dos diretórios Nacional e Estadual. Reclamação de Erika Hilton Erika Hilton foi às redes ontem fazer um longo relato sobre a crise de repasses no PSOL. “Tenho um orgulho imenso de ter ajudado a levar a luta pelo fim da escala 6x1 para o Brasil inteiro. As ruas estão do nosso lado. Mas fazer campanha no nosso país não é igual para todos. Sou uma deputada negra e travesti”, afirmou em postagem. A parlamentar sustenta nas publicações que para percorrer o estado de São Paulo é preciso logística e um forte esquema de segurança. Segundo a deputada, ela e seu grupo político “correm riscos que a burocracia do partido não pode simplesmente ignorar”, sob o risco, ainda de acordo com Erika, de inviabilização de pré-candidaturas, rebaixamento do potencial de votos e ameaças à integridade física. Em março, o grupo de Erika decidiu disputar as eleições deste ano pelo PSOL, mesmo após o diretório nacional decidir não ingressar na federação PT-PCdoB-PV. A união era defendida pela deputada e pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL). Erika questionou na postagem os critérios adotados para o financiamento das campanhas e comparou o valor a ser recebido por ela com a verba prevista para outros nomes, com menos tempo no Congresso ou na federação PSOL-Rede. Ao fazer isso, cita Rick Azevedo, além da deputada Renata Souza (RJ) e outros deputados que estariam insatisfeitos com a gestão. “Hoje, Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu. Manuela d’Ávila, que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que o dobro. Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis sobrepondo tudo: os acordos feitos conosco, cálculos eleitorais sérios… A inteligência política passou longe”, disse. Manuela é pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul e lidera as pesquisas de intenções de voto. Aposta da esquerda gaúcha, Manuela integra a chapa encabeçada por Juliana Brizola (PDT) e Edegar Pretto (PT) ao governo. Já Medeiros disputará uma vaga na Câmara por São Paulo. Logo após a postagem, Rick Azevedo defendeu que o PSOL apoie novas lideranças, mas também reconheça “quem carrega suas principais bandeiras e expande seu alcance”. “Sofro ameaças por denunciar ao mundo que a classe trabalhadora brasileira sofre. Não tenho problema com divergência política, mas me recuso a aceitar a repetição de erros”, escreveu. A direção nacional do PSOL rebateu Erika. Em nota, afirmou que a campanha da deputada é o maior investimento entre as candidaturas proporcionais do partido: “A distribuição de recursos eleitorais está em conformidade com esses objetivos. O incentivo — inclusive financeiro, no qual o PSOL é pioneiro — a candidaturas de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTs e PCDs é uma política consolidada, não havendo debate em torno de mudanças nesse sentido”. Indo no sentido contrário ao da nota do PSOL, Erika criticou a condução da atual presidente nacional da legenda, Paula Coradi, da política nacional de inclusão do partido para critérios de gênero, raça e pessoas com deficiência. “O PSOL simplesmente desmontou a sua política nacional de inclusão”, disse.