0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O atacante brasileiro número 7, Vinicius Junior, comemora o primeiro gol de sua equipe durante a partida do Grupo C da Copa do Mundo de 2026 entre Brasil e Marrocos, no Estádio Nova York/Nova Jersey — Foto: Jewel SAMAD / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 09:26 Herança Familiar e Emoção Brasileira: Futebol Além do Campo A paixão pelo futebol na Copa do Mundo é uma herança familiar, especialmente influenciada pela mãe do autor, fã de Rivellino e Dunga. Ao refletir sobre a atual performance de Vinicius Jr., o texto destaca a conexão emocional e a identidade brasileira através do futebol. Com os desafios da seleção frente à Escócia, as expectativas recaem sobre jovens talentos como Luiz Henrique e Endrick, enquanto a mãe do autor, mesmo distante, continua presente nas memórias e no amor pelo esporte. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Eu comecei a gostar de futebol e em especial de Copa do Mundo por absoluta influência da minha mãe. O maior ídolo da dona Francisca é Rivellino, a quem eu passei a infância toda ouvindo sobre o chute muito forte e como ele deixou o Corinthians. O segundo jogador que eu mais ouvi minha mãe falar foi Dunga, o grande capitão do tetra. O elogio que a minha mãe fazia ao meia era que ele brigava com todo mundo e não deixava ninguém se conformar em campo. Em comum entre eles é a forma como cada jogador empresta a própria identidade à seleção brasileira e como o torcedor espera se reconhecer através de quem representa a camisa verde e amarela. Em especial nessa Copa já não troco tantas mensagens com a minha mãe. Eu gostaria muito de falar com ela sobre o bom Mundial que Vinicius Jr. vai fazendo até aqui. A maior estrela brasileira do último ciclo iniciou a disputa com apenas nove gols vestindo a amarelinha e, agora, não só aumentou os números como se apresentou como um jogador de Copa do Mundo, tendo participado de todos os gols do Brasil até aqui. Tenho certeza que a minha mãe, ao assistir Vini Jr., deve sorrir e comemorar, tal qual fizemos juntas durante toda a Copa de 2002, quando nosso jogador favorito foi Ronaldinho Gaúcho. Minha mãe, que queria que eu conhecesse o Bruxo, talvez não tenha visto que o entrevistei ao vivo na TV Globo antes da vitória sobre o Haiti. Os sorrisos e o futebol de Vini e Ronaldinho são elos atemporais que marcam a identidade brasileira. São as memórias afetivas do jogo que são eternas e nem mesmo um acidente vascular cerebral (sem grandes danos) foi capaz de apagar na memória da minha velha. A seleção venceu o Haiti, mas não empolgou e, como ouvi minha mãe falando em casa uma vez, “se é pra passar raiva, prefiro passar raiva com o Neto” — era uma referência à Copa de 1990. Talvez por isso se pede tanto a entrada de Endrick. O brasileiro quer olhar o jogo e se ver através dos jogadores com os quais ele se identifica. Diante de uma Escócia que promete dificultar o jogo para a seleção brasileira, poupar na terceira rodada não é mais uma realidade brasileira, e agora com mais um desfalque. Diria ironicamente minha mãe: “são os deuses do futebol escalando o Brasil”, já que Raphinha, titular absoluto, não vinha atuado tão bem. Já sabemos que não podemos esperar nenhuma grande ousadia de Carlo Ancelotti. A entrada mais óbvia é a de Luiz Henrique, que gosta de duelos individuais e sabe usar a imposição física contra marcadores mais firmes, mas poderia ser Endrick ou até Rayan. A questão é que esse jogador de lado também tem responsabilidades defensivas; nesse caso, Luiz Henrique é superior em recomposição em relação aos outros jovens. Tudo isso que eu tento justificar nesta coluna, com frases do universo “jornalístico-boleiro”, é abreviado em metáforas simples quando escrevo para a minha mãe na expectativa de que ela consiga ajuda para me responder. E, nesse silêncio de respostas tão preenchido de saudade, referências e lembranças, eu espero que o Brasil dê um passo mais firme e mais sólido a caminho do mata-mata com sorrisos, individualidades e coragem, que são a nossa identidade no futebol.
Mãe, está gostando do Brasil na Copa?
Mãe, está gostando do Brasil na Copa?
725 words~3 min read






