O gol do atacante no empate com Marrocos, na estreia da seleção na Copa do Mundo, foi mera fagulha na escuridão, brilho ocasional no mar de descrença 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vini Jr. fez o gol do Brasil no empate com o Marrocos pela Copa do Mundo 2026 — Foto: Dan Mullan/Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/06/2026 - 19:00 Vini Jr. Brilha na Copa e Renova Esperanças do Torcedor Brasileiro Vini Jr. se destaca como "Personagem da Semana" após gol no empate do Brasil com Marrocos na Copa do Mundo. Com referências a Nelson Rodrigues e uma narrativa hiperbólica, o texto explora a dualidade de expectativas em torno da seleção e de Vini, que, apesar das dúvidas, acendeu uma fagulha de esperança. O artigo reflete o ceticismo e a crença inabalável do torcedor brasileiro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Seria um crime de lesa-pátria não emular Nelson Rodrigues numa coluna batizada de Personagem da Semana. Em busca da evocação indiscreta, abri meu pote de hipérboles, trabalhei mediunidades, mirei a obra completa na estante. Baixei a luz num canto penumbroso, pus a mão sobre os olhos e esperei. Nelson não veio. Mas mandou representante: a alma errante de Pessimista Urubulino da Silva, eco distorcido de Sobrenatural, o de Almeida. Como bom sincrético e contraditório brasileiro, Pessimista é um ateu que acredita em vários santos. Alma soturna que já errou por muitas Copas, sua forma etérea chegou disfarçando o sorrisinho. Estranhamente, Pessimista está otimista. Garante que o Brasil está no caminho certo. O principal inimigo de qualquer seleção, diz, é o oba-oba que exacerba gracejos e oloduns. Ele saboreia como iguaria cada crítica, cada acidez comentarista. —É horroroso esse Brasil! — diz, com evidente ironia. Ele, devidamente autorizado por Nelson, me informa: é Vinicius o personagem da semana. Vinicius tem topete de Pelé e sorriso de Ronaldinho. Vinicius tem nome de poeta e sobrenome de Capacete. Aliás, não é sobrenome, é homenagem. Ele virou Junior por causa do Leovegildo, primeiro e último imperador da lateral esquerda rubro-negra. Desse mesmo Flamengo veio Vinicius — que virou Vini, que de Negueba e diminutivos foi chamado, e que saiu a driblar mundo afora até ganhar a realeza em Madri. De camisa amarela, porém, Vinicius se viu banhado em dúvidas, sob a sombra de Neymar, maior craque da geração pregressa. Pois bem, Vini chegou à sua segunda Copa do Mundo como menino grande. Já foi melhor do mundo, o que exoticamente Ney nunca conseguiu, e entrou na Copa como tenor meio esquecido de uma seleção afônica. Uma seleção que parece carente de talento em posições tão brasileiras — não há o lateral portentoso como Marinho Chagas ou Roberto Carlos. Não há o meia transcendental como Ronaldinho, Sócrates, Zico, Rivelino. Não há certamente Pelé, não há Garrincha. A centroavância parece um deserto árido. Talvez haja Neymar — mas que Neymar? Temos fé de que ainda há um BatNey debaixo da casca de Ex-Ney —, e que esse craque deixará panturrilhas e brilhosos brincos para trás para encantar a América. E certamente há Vinicius, cujo cartão de visita sobre Marrocos nos abriu aquele sorriso largo e brasileiro, a sensação de que há mais sob esta camisa amarela do que burocracia e desatino. O futebol é feito de silêncios e distrações. O Marrocos esqueceu por um instante de Vini na ponta esquerda. O volante El Aynaoui correu para tentar marcá-lo. Era tarde. Vini tinha espaço — e espaço para Vini é açúcar para formiga. O corte foi seco, esvoaçando a cabeleira do marroquino. O chute foi sua habitual pancada em curva. Bastou para dizer: “estou aqui”. Talvez Vini seja Robin e esteja preparando o terreno para BatNey. Talvez seja BatVini esperando a chegada de Robin Endrick. São muitos talvezes — e aí já entramos no terreno pantanoso do otimismo. Não. Rezemos o evangelho segundo Urubulino. O gol de Vini foi mera fagulha na escuridão, brilho ocasional no mar de descrença. A seleção está exatamente onde deveria estar. Criticada e desacreditada. Assim, não raro, começam as campanhas campeãs. No altar de nosso ceticismo, plantamos santos e orixás. Somos o patriota do caminhão abraçado na boleia. Nossa fé é corajosamente cega, nossa faca, eternamente amolada.
Personagem da semana: Vini Jr. e sua faca amolada
O gol do atacante no empate com Marrocos, na estreia da seleção na Copa do Mundo, foi mera fagulha na escuridão, brilho ocasional no mar de descrença
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