Operada pela Gazprom Neft, refinaria é a maior fornecedora de combustíveis da região de Moscou A refinaria de petróleo de Moscou ficará fora de operação por pelo menos seis meses após sofrer danos extensos em ataques de drones ucranianos, disseram duas fontes do setor nesta quarta-feira (24), complicando os esforços da Rússia para enfrentar a escassez de combustíveis em seu vasto território. A refinaria, localizada nos arredores ao sul da capital russa, é a maior fornecedora de combustíveis da região de Moscou. Ela foi atingida duas vezes neste mês por drones ucranianos, o que forçou a paralisação de suas operações. “Levará pelo menos meio ano para ser reparada”, disse uma das fontes sobre os danos na refinaria de Moscou. A Gazprom Neft, que opera a instalação, não respondeu a um pedido de comentário. A Ucrânia intensificou os ataques contra a infraestrutura energética russa por meio de drones de longo alcance. A Rússia, por sua vez, continua lançando mísseis contra alvos ligados aos setores de energia e defesa em cidades ucranianas e seus arredores. Os ataques ucranianos retiraram de operação uma parcela significativa da capacidade de refino de petróleo da Rússia, provocando escassez de derivados, aumento dos preços dos combustíveis e longas filas em postos de abastecimento em muitas regiões espalhadas pelos 11 fusos horários do país. A refinaria de Moscou, que já foi alvo de ataques diversas vezes, processou 11,6 milhões de toneladas métricas de petróleo em 2024, produzindo 2,9 milhões de toneladas de gasolina e 3,2 milhões de toneladas de diesel, segundo os dados mais recentes disponíveis. Diante da escassez de combustíveis, a Rússia está considerando proibir as exportações de diesel, afirmou na terça-feira o vice-primeiro-ministro Alexander Novak. Enquanto isso, o jornal Vedomosti informou que o governo também avalia importar combustíveis para combater a falta de oferta, especialmente na Crimeia, onde a venda de gasolina ao público foi suspensa. — Foto: Associated Press