Empresa responsável pela recuperação de peças do naufrágio quer vender parte do acervo, mas autoridades americanas alegam que acordo firmado nos anos 1990 proíbe a comercialização dos objetos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O governo dos Estados Unidos se opõe ao leilão de mais de 100 artefatos do Titanic promovido pela RMS Titanic Inc — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 12:02 EUA tentam barrar leilão de artefatos do Titanic por violar acordo O governo dos EUA busca impedir o leilão de 5 mil artefatos do Titanic pela RMS Titanic Inc., alegando violação de um acordo dos anos 1990 que proíbe a venda de objetos recuperados. A NOAA defende que a venda infringe compromissos legais, enquanto a empresa argumenta que tem direito à comercialização. O debate, que envolve até questões internacionais, destaca a tensão entre a preservação histórica e interesses comerciais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo dos Estados Unidos entrou na Justiça para tentar impedir que a RMS Titanic Inc. realize o leilão de mais de 100 artefatos recuperados dos destroços do Titanic, em uma disputa que reacende o debate sobre a preservação de um dos naufrágios mais emblemáticos da história. Documentos judiciais divulgados nesta semana mostram o embate entre a empresa, responsável pelas operações de resgate desde a década de 1980, e as autoridades federais americanas. No centro da controvérsia está um acordo firmado nos anos 1990 que concedeu à RMS Titanic direitos exclusivos de salvamento do navio em troca do compromisso de não vender os objetos retirados do fundo do Atlântico Norte. Agora, a companhia pretende leiloar parte do acervo e exibir os itens em uma turnê internacional por quatro cidades ainda não reveladas. Disputa envolve cerca de 5 mil peças A coleção reúne aproximadamente 5 mil artefatos recuperados desde 1987, incluindo pertences pessoais de passageiros, moedas, utensílios de cozinha, objetos decorativos e fragmentos do casco da embarcação. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), responsável por representar os interesses do país na área do naufrágio, sustenta que a venda violaria os compromissos assumidos pela empresa perante a Justiça. Segundo a agência Associated Press (AP), o governo argumenta que a RMS Titanic considera não precisar de autorização judicial para comercializar os itens. Em resposta, os advogados da companhia afirmaram em petições anteriores que o plano não infringe acordos ou decisões judiciais vigentes. A disputa também ganhou dimensão internacional. Parte dos primeiros artefatos foi levada para a França, que reconheceu a propriedade das peças ao grupo responsável pelo resgate. A NOAA defende que todo o conjunto deve permanecer unido e argumenta que as condições estabelecidas pela Justiça francesa também impedem a venda individual dos objetos. Já a RMS Titanic sustenta que os tribunais americanos não têm jurisdição sobre os artefatos cuja posse foi reconhecida em território francês. O debate ocorre em meio ao crescente interesse de colecionadores por itens ligados ao Titanic. Em abril, um colete salva-vidas utilizado por um sobrevivente foi vendido por US$ 906 mil. No ano passado, um relógio de bolso de ouro pertencente ao empresário Isidor Straus, passageiro da primeira classe e coproprietário da rede Macy's, alcançou mais de US$ 2 milhões em leilão. Especialistas, porém, criticam a possibilidade de comercialização das peças resgatadas diretamente dos destroços. À AP, o explorador oceânico Greg Stone afirmou que não se opõe à recuperação dos artefatos, desde que ela ocorra com rigor arqueológico, mas disse que preferiria ver o trabalho conduzido por iniciativas sem fins lucrativos. Já Richard Daynard, professor da Northeastern University School of Law, declarou à CBS News que as restrições existem para preservar o patrimônio histórico e evitar que os objetos sejam transformados em símbolos de ostentação privada. — Se alguém pode andar pela casa e dizer: "Sim, paguei 5 milhões de dólares por isso e é uma peça original do Titanic", isso não está certo — afirmou Daynard. O Titanic afundou em abril de 1912 após colidir com um iceberg durante sua viagem inaugural entre a Europa e Nova York. Mais de 1.500 das cerca de 2.200 pessoas a bordo morreram na tragédia.
Governo dos EUA tenta barrar leilão de 5 mil artefatos resgatados do Titanic; entenda
Empresa responsável pela recuperação de peças do naufrágio quer vender parte do acervo, mas autoridades americanas alegam que acordo firmado nos anos 1990 proíbe a comercialização dos objetos










